Licença Poética

E por achar-me assim,

meio louca

meio santa,

É que sigo acreditando,

que te amarei até o fim.

Sem medos, nem arrependimentos,

Sem as respostas que não teve de mim.

Sem o tempo que escorreu pelos anos,

vagando entre o profano,

dos prováveis desenganos.

 

Detalhes sem proveito,

Que não apartam nossa retina.

Lembrei-me daquela rotina,

ouvindo Espanhola no rádio.

Guarabira entenderia

o quanto eu te amaria

mesmo sem os instantes,

que te fizeram raro.

 

Peço à licença poética,

seja cúmplice de tal relato

por ostentar a intensidade,

bendizendo o amor de fato.

 

Às avessas de zelo profundo

e distante de tal arrebatamento,

percorro intuição manifesta,

abrigada em brioso lamento.



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