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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

Humberto Espíndola - Ícone da Arte Contemporânea em Mato Grosso do Sul

Aprecio as obras de arte em minha casa e há uma especial, de família - Os Bois, de Humberto Espíndola. Certa ocasião fui visitá-lo em sua casa-ateliê, um santuário das artes. Fantástico estar naquele lugar, na companhia desse que é um dos principais artistas plásticos do Centro-Oeste. Seu nome está grafado na história da cultura brasileira. Embora sermos de gerações diferentes, nossos pais sempre foram muito amigos. Eu lhe disse:- Humberto, eu sou a Carminha, filha do Victor e da Flória. E ele disse: - Claro que sei!! Meus padrinhos de casamento!! E então conversamos a tarde inteira e eu pude, extasiada, contemplar suas obras. Humberto Espíndola, pintor autodidata, estreou nacionalmente no IV Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, em 1967, em Brasília. Formou-se em jornalismo na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná, em 1965 e no ano seguinte, organizou a Primeira Exposição dos Artistas Mato-Grossenses, em Campo Grande, onde fundou,

Arte-Educação ... Um Querer Bem

Minha abordagem sobre esse tema será sob a perspectiva histórica, teórica e experimental. Sinto necessidade de partilhar algumas observações constatadas no cotidiano do exercício da profissão. Boa parte das minhas manhãs laborais têm sido dedicadas a esse fim. O estudo das Artes tem sido obrigatório no ensino fundamental e ensino médio no Brasil desde 1971 a partir de um acordo oficial MEC-USAID (EUA), que reformulou a Educação Brasileira, estabelecendo os objetivos e o currículo configurado na Lei Federal nº 5692 denominada "Diretrizes e Bases da Educação", uma criação ideológica de educadores norte-americanos. Antes que eu inicie minhas incursões nesta seara, faz-se mister mencionar a pioneira em arte-educação no Brasil, Ana Mae Barbosa , principal referência no país para o ensino da Arte nas escolas, tendo sido a primeira brasileira com doutorado em Arte-educação , defendido em 1977, na Universidade de Boston e a primeira pesquisadora a se preocupar com a sistematização

RESILIÊNCIA...JÁ OUVIR FALAR?

Eu estava na sala de espera da médica, pensando na falta de tempo, correria, contas para pagar, ligações para fazer, lista de supermercado, assuntos ligados ao trabalho...tantas coisas para resolver e tanto tempo perdido naquele lugar. Resolvi prestar atenção nas outras pessoas que estavam ali. Havia duas senhoras. Uma delas disse estar preocupada com seu filho, que havia deixado na escola, com um princípio de virose. Eu disse: fique tranqüila, ele ficará bem. Ela me respondeu: meu filho tem síndrome de down e é bipolar. Quando está meio resfriado fica muito agressivo. E então ela me contou sua vida, a partir do nascimento do seu filho, há 12 anos. Quatro anos depois, quando nasceu sua filha, seu marido a abandonou. Ela disse-me que nas reuniões escolares, constatou que a maioria das mães de crianças especiais foram abandonadas pelos maridos. E que esses maridos, acabam esquecendo-se dos filhos também. ( Mas deveriam ser ex –maridos e não ex-pais, não é?... ). Contou-me que o caso

Ficar 'Zen' !

Zen é a “consciência do cotidiano” segundo Baso Matsu, um dos mestres budistas mais famosos de todos os tempos. A diferença entre Zen e outras doutrinas religiosas, filosóficas ou místicas é que, sem sair do cotidiano, procuramos nos manter além das banalidades e perturbações do dia-a-dia. Ao se desenvolver espiritualmente, o homem torna-se um artista de seu próprio destino e o universo transforma-se em uma grande plataforma onde ele desenvolve sua obra, que passa a chamar de sua história. Sendo assim, nada melhor que buscarmos um equilíbrio interior para mergulharmos com uma energia toda especial, nessa odisséia chamada VIDA . Tenho absoluta convicção, de que é muito mais viável buscarmos a nossa paz interior, centrarmo-nos em sentimentos sublimes, do que partirmos em uma busca insana para consertarmos as mazelas do mundo. Prefiro ver o ser humano, não como imperfeito, mas como Perfeição em Evolução. Há dias ruins, é verdade, em que me sinto 'Zen Graça'... Existem cultu