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15 de agosto de 2020

MALABARISTA

 ELEVA TEU OLHAR

QUE O INSTANTE PASSA

ESQUECE  O TEMPO

E URGÊNCIAS RASAS

VÊ OS MALABARES QUE ENCANTAM AS ESQUINAS.

A CIDADE TALVEZ NÃO PERCEBA,

O ESPETÁCULO,  A BELEZA, A DESTREZA

QUE INVADEM, RESOLUTOS,

NOSSOS FRÁGEIS PALCOS URBANOS.

O ARREMESSO PRECISO

DO ARTISTA COM SEU SORRISO,

OCULTA DOR

E DRAMA INVISÍVEL

QUE PERMEIA PAISAGEM

DE CENÁRIO CONTUNDENTE

TUA ARTE

QUERER LATENTE

NUM PULSAR TRANSITIVO,

E DESPERTAR CONSTRITO,

 PACIENTE

DE INDELÉVEL SEMENTE.

#PoesiaNaEsquina


 

 

 

5 de julho de 2017

Travessia




A travessia  às vezes é demorada.
Você vai se despedindo, 
relutante em aceitar o fim.
Esse desprendimento acontece aos poucos.
O desejo se despede.
Não se tem mais o abraço.
E as conversas dão lugar ao silêncio.
A distância vai aumentando.
A proximidade diminuindo.
Os mundos tornam-se desconhecidos.
A indiferença se instala.
Até o dia em que os laços, tornam-se fios quase transparentes.
E as pessoas permanecem sem mais estar.
E então, chega a hora de partir e
agradecer por ter vivido a experiência de compartilhar.






4 de julho de 2017

Eu mesma


Amo achar algo engraçado
Convivo com o pouco explicado
Esqueço mal-entendidos.
Enxergo meu reflexo.
Coexisto com o sem-nexo.
Gosto de olhar para o mar, para o céu.
Tenho uma bicicleta, 
livros, 
sonhos 
e um violão.
Conheço estradas e solidão.
Carrego vontades e sei sorrir.
Tenho saudades de algumas coisas.
Uma delas é conversar sem tempo prá terminar.
Sinto com coração.
E se outro dia se transformar em muitas horas
Posso ouvir sua respiração.

10 de agosto de 2011

As pessoas complicam as coisas



Me acho uma pessoa bem simples de alma.
Coisa de essência mesmo...
Costumo dizer isso a quem me conhece...
gosto do ar puro, da natureza, das pessoas, valorizo sentimentos....
Eu gosto de ler pessoas
Sem qualquer empáfia de querer decifrá-las
Mas , talvez, bebê-las na fonte...
Eu tenho dificuldades com questionamentos sem fim...
Por que tantas perguntas?
Tantos detalhes
Considero desnecessários...
Mas , respeito as diferenças
E posso me apresentar melhor:
Eu gosto de ouvir música
eu tenho um violão,
de ir ao cinema
de andar na praia...
E colocar os pés no rio que corre.
Viajar, é algo mágico para mim.
Eu gosto de caminhar no parque
E andar de bicicleta...
Amo incondicional e profundamente meus filhos
Quero merecer a dádiva de receber o seu respeito
Vê-los crescer e ajudá-los a descobrir caminhos...
Acho fascinante o nascer do sol
E os sabores dos encontros
Preciso de sorrisos.
E olhares, que perfumam a trilha...
Abraços, que fortalecem nosso ser...
Preciso conviver com a arte, que moldura os dias
Sou o deleite pop de Romero Britto
o lúdico de Manoel de Barros...
as guaranias de Paulo Simões
no meu peito, ainda pulsam os Taróis de Denise Dal Farra.
E eu vou seguindo pela vida,
Ora mansa, ou com alguma pressa
Enquanto ela me quiser por aqui...

Carmen Eugenio


30 de julho de 2011

DESTINO



Ás vezes, o acaso bate à sua porta.
Mas quando você pergunta quem é, ele responde: destino...
Eu ando distraída,
alegrias e interludios,
se alternam em minhas razões
Acomodam-se em horizontes
e me chamam à vida.
Como se tudo fosse passageiro
Um cenário móvel.
Sinto não ter vocação para montanha -
observo pouco.
Há uma vontade contemplativa
e mutante ao mesmo tempo.
Sem medo do desconhecido,
sigo abrindo portas,
conhecendo pessoas,
lendo sorrisos.
Essa gama de matizes
que tornam o hoje, um repente
o amanhã, um todo de incontáveis e possíveis rumos.

7 de julho de 2011

TRANSLÚCIDA


Nem sempre somos o que parecemos
Nem o que aparecemos
Mas o resultado de acontecimentos
Diversos,
Adversos,
Perversos,
Complexos
Perplexos
Sobrevivemos do que algumas ilusões orquestraram
 ou ocasiões sugeriram.
Ilusões, fantasias, devaneios
Encontros, êxtases, decepções.
O que importa, é não perder o embarque
A  próxima aventura pode começar nesse instante.
O que conta, é carimbar sua história com coragem
e com a vontade de quem acredita que muita coisa pode dar certo
Coexistindo com os medos, tropeços,
e festejando alegrias,
Se despencar,
 não demore no desmoronar.
Quem sabe essa história
 ainda tenha um final feliz...
Quem não quer?
(Carmen Eugenio)

28 de setembro de 2010

Congruencias


Amor é exagero,
sabor das minhas manias,
perfume de todo cheiro.
Visão de toda parte
Talvez, Agora.
Ficção, Encarte?
O melhor do outono.
Cor da primavera.
Algo que se espera
e inspira luz da aurora.
Trajetória premente
De indelével pulsar febril.



26 de setembro de 2010

A Reboque

Às vezes me sinto estranha
Como se meu momento estivesse um chuvisco
Busco um entendimento
Fujo de acontecimentos
Me perco em pensamentos
Há miopia em meus sentimentos.
E nessa confusão
Destino é meu aposento
Quieto e secreto
Distante de toda euforia
Destoante de qualquer paradoxo.
O infinito está em mim.
Silêncio transmutado em cais.

(Carmen Eugenio)

De Stella Para Romilce

 Na mesa estavam: papai, mamãe, vovô e vovó. Depois de vários dias e muitos nomes, restaram apenas dois nomes para escolherem: Carla ou Stel...