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Mostrando postagens com o rótulo Poemas de Carmen Eugenio

ACOLHIDA

Estive léguas de um canto seguro Andando com vestes coloridas Insisti, roguei aos santos e juro, Cheguei a tempo de ver janelas floridas   Seria desnecessário qualquer providência Sem a benção de fé revestida Entendi que é de praxe a reverência Que se deve ter pela vida   Não desisti na primeira queda Nem abusei da mão estendida Valor maior que qualquer moeda É gratidão de amizade e acolhida   Visitando segredos pelo tempo Escritos em versos pela cidade Sendeiro testemunha o vento Transforma ciclo, festejo e verdade.          

MALABARISTA

 ELEVA TEU OLHAR QUE O INSTANTE PASSA ESQUECE   O TEMPO E URGÊNCIAS RASAS VÊ OS MALABARES QUE ENCANTAM AS ESQUINAS. A CIDADE TALVEZ NÃO PERCEBA, O ESPETÁCULO,   A BELEZA, A DESTREZA QUE INVADEM, RESOLUTOS, NOSSOS FRÁGEIS PALCOS URBANOS. O ARREMESSO PRECISO DO ARTISTA COM SEU SORRISO, OCULTA DOR E DRAMA INVISÍVEL QUE PERMEIA PAISAGEM DE CENÁRIO CONTUNDENTE TUA ARTE QUERER LATENTE NUM PULSAR TRANSITIVO, E DESPERTAR CONSTRITO,   PACIENTE DE INDELÉVEL SEMENTE. #PoesiaNaEsquina      

Travessia

A travessia  às vezes é demorada. Você vai se despedindo,  relutante em aceitar o fim. Esse desprendimento acontece aos poucos. O desejo se despede. Não se tem mais o abraço. E as conversas dão lugar ao silêncio. A distância vai aumentando. A proximidade diminuindo. Os mundos tornam-se desconhecidos. A indiferença se instala. Até o dia em que os laços, tornam-se fios quase transparentes. E as pessoas permanecem sem mais estar. E então, chega a hora de partir e agradecer por ter vivido a experiência de compartilhar.

Eu mesma

Amo achar algo engraçado Convivo com o pouco explicado Esqueço mal-entendidos. Enxergo meu reflexo. Coexisto com o sem-nexo. Gosto de olhar para o mar, para o céu. Tenho uma bicicleta, muitos livros Conheço estradas e solidão. Carrego vontades e sei sorrir. Tenho saudades de algumas coisas. Sinto com coração. E se outro dia se transformar em muitas horas Posso ouvir sua respiração.

Eu Não Complico As Coisas

Me acho uma pessoa bem simples de alma. Coisa de essência mesmo... Costumo dizer isso a quem me conhece... gosto do ar puro, da natureza, das pessoas, valorizo sentimentos.... Eu gosto de ler pessoas Sem qualquer empáfia de querer decifrá-las Mas , talvez, bebê-las na fonte... Eu tenho dificuldades com questionamentos sem fim... Por que tantas perguntas? Tantos detalhes Considero desnecessários... Mas , respeito as diferenças E posso me apresentar melhor: Eu gosto de ouvir música eu tenho um violão, de ir ao cinema de andar na praia... E colocar os pés no rio que corre. Viajar, é algo mágico para mim. Eu gosto de caminhar no parque E andar de bicicleta... Amo incondicional e profundamente meus filhos Quero merecer a dádiva de receber o seu respeito Vê-los crescer e ajudá-los a descobrir caminhos... Acho fascinante o nascer do sol E os sabores dos encontros Preciso de sorrisos. E olhares, que perfumam a trilha... Abraços, que fortalecem nosso ser... Prec

DESTINO

Ás vezes, o acaso bate à sua porta. Mas quando você pergunta quem é, ele responde: destino... Eu ando distraída, alegrias e interludios, se alternam em minhas razões Acomodam-se em horizontes e me chamam à vida. Como se tudo fosse passageiro Um cenário móvel. Sinto não ter vocação para montanha - observo pouco. Há uma vontade contemplativa e mutante ao mesmo tempo. Sem medo do desconhecido, sigo abrindo portas, conhecendo pessoas, lendo sorrisos. Essa gama de matizes que tornam o hoje, um repente o amanhã, um todo de incontáveis e possíveis rumos.

TRANSLÚCIDA

Nem sempre somos o que parecemos Nem o que aparecemos Mas o resultado de acontecimentos Diversos, Adversos, Perversos, Complexos Perplexos Sobrevivemos do que algumas ilusões orquestraram  ou ocasiões sugeriram. Ilusões, fantasias êxtases, decepções. O que importa, é não perder o embarque A   próxima aventura pode começar nesse instante. O que conta, é carimbar sua história com coragem e com a vontade de quem acredita que muita coisa pode dar certo Convivendo com os medos, tropeços, e festejando alegrias, Se despencar, não demore no desmoronar. Quem sabe essa história   ainda tenha um final feliz... Quem não quer? (Carmen Eugenio)

Congruências

Amor é exagero, sabor das minhas manias, perfume de todo cheiro. Visão de toda parte Talvez, Agora. Ficção, Encarte? O melhor do outono. Cor da primavera. Algo que se espera e inspira aurora. Trajetória premente De propulsão febril.

A Reboque

Às vezes me sinto estranha Como se meu momento estivesse um chuvisco Busco um entendimento Fujo de acontecimentos Me perco em pensamentos Há miopia em meus sentimentos. E nessa confusão Destino é meu aposento Quieto e secreto Distante de toda euforia Destoante de qualquer paradoxo. O infinito está em mim. Silêncio transmutado em cais. (Carmen Eugenio)