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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Labirinto

Percorro um labirinto Onde as palavras se escondem. Nem sei como lá entrei. Não me preocupo em sair. Aprecio o inexato Abstrato e o extrato da emoção. Ainda que não me sobrem respostas Ou pronomes oportunos Eu, nós... Estamos sós Caminhando por vogais. Acredito e coexisto nos acordes de ilusões e desejos. Passaria tudo a limpo mas não perderia a intenção dos rascunhos.

Crônica da Menina Só

Esses dias encontrei uma menina com um semblante triste e resolvi me aproximar. Perguntei: - Oi, meu nome é Carmen! Você está triste? Ela respondeu: - Não sinto alegria. Eu falei: - Mas você é uma menina tão bonita, com saúde, tem sua família, tem sua casa. Além disso, é tão admirada, cercada de pessoas que te querem bem. Por que se sente triste? - Eu não sei. Não consigo encontrar-me comigo mesma. Não sei o que quero, o que faz me sentir triste, o que preciso, não sei nem se me conheço. Às vezes tenho vontade de chorar e nem sei porque. Então, se você me pergunta se estou triste, lhe respondo que sim, mas não sei explicar o porquê. - Se quiser minha ajuda... - Como você poderia me ajudar? Por acaso você se conhece, sabe se pode realmente me auxiliar? Eu não soube responder àquela pergunta...mas eu estava com boa vontade...queria poder dar-lhe a mão e tirá-la daquele instante adverso. - Você tem razão. – Eu disse. Não tenho certeza se me conheço tão bem, a ponto de poder ajud

Limiar

Constelações encontram-se dentro de mim. Algo transparente e Fascinante Que me faz transpor pedaços e retalhos E de repente, algo apoteótico se apodera do cenário cinza que me abraçou com insistência. (Carmen Eugenio)

Sinapse

Eu estava longe, muito longe... Libertada pela anatomia das palavras. A cadência secular dos instantes, constante, me invadia como o ar do dia. Meus pensamentos se juntavam e se dispersavam novamente. Uma acrobacia insólita diante de uma uma estela circunspecta. Carmen Eugenio

Castelo de Areia

O Castelo era de Areia mas, mesmo frágil, abrigava uma existência. Emoções nasciam entre aquelas paredes. Algumas ruíram. Apesar da vulnerabilidade, Aquela inquietação não cedeu ao perigo iminente. E mesmo quando tudo escureceu Restou um canto incandescente Que insistia no recomeçar de cada grão. (Carmen Eugenio)
"Perfume.Veneno. Doce. Devaneios. São tantas voltas por mim mesma, que quando acordei, acabei achando graça, da pedra que encontrou vidraça!" Carmen Eugenio
"Eu já peguei muitos atalhos, vivi perigos, mas nenhuma aventura se compara, quando me perco no brilho dos seus olhos." Por Carmen Eugenio

Teu Conforto

Quero que saibas o quanto me és caro, ainda que incompreendido. Seu conforto me é imprescindível. Sua suavidade desliza em meu ser, Rende meus sentidos. Nada de propósitos sexys, Aparições performáticas Ou flashes vulcânicos. Quero apenas essa sutilidade que é o encontrar de minha pele com sua insistência macia. Sua simplicidade Rompe minhas complexidades que, largadas nesse deleite, às portas de modorra, contrario um delírio coletivo de noites ‘calientes’ em tramas incandescentes. Encontros noturnos, serenos, singelos. Já quis te substituir. Em vão. Seus personagens,  Embalam meu repouso. Atando-me a ti. Não consigo te deixar Porque sinto que já somos Coexistentes. Eu, o luar das noites O mistério dos silêncios E você, Meu amado e velho pijama. (Carmen Eugenio)   Fiz para meu velho e bom pijama.

Entrega

Eu viajo pelo seu cheiro E imagino o sabor da nossa aventura. É difícil resistir a tamanha atração. É humanamente irresistível seu poder de persuasão. É incontrolável. Não consigo desviar, Despistar, ou negar o óbvio: sou louca por você. Fico imaginando as conseqüências de uma entrega frenética: Você, vivendo em cada curva do meu corpo, Consumindo cada fração de pensamento. Irrepreensível, magnético. Sem fuga de paradigmas, estereótipos ou cliches:   Eu Te Desejo. Te quero em minhas mãos, em minha boca, impregnando minha existência. Não sei se preciso da sua presença Ou se a invento Se a anseio... Mas, jamais Terás minha indiferença Porque é sentença, ainda que pecado... Eu te adoro, Bolo de Chocolate. (Carmen Eugenio)

PONTILHISMO

 Pontilhismo foi um movimento artístico que deu origem ao Pós-Impressionismo. Georges-Pierre Seurat, artista francês do final do século XIX, pintou, de 1884 a 1886, o seu mais famoso quadro, intitulado Un dimanche après-midi sur l'Île de la Grande Jatte , a primeira obra descontínua desde o Renascimento, inaugurando o Pontilhismo.                                                                 La Parade (1889) Seurat Pontilhismo com montagem mista Potilhismo com caneta marcador permanente em transparência + efeitos de Photoshop - trabalho acadêmico para a disciplica Desenho Artístico - Prof. Fábio Campos (Univ. Estácio de Sá)       Autor: Robson S. Silva - Material: Nankim/ Canson - Técnica: Pontilhismo   João Adrian                                           Design gráfico e produto, UniFAE (Curitiba-PR).

Eixos e Avessos

(Matisse) Nosso encontro de avessos É algo maior que meus horizontes É um transpor absoluto de suposições Composições e acervos. Protagonizar ilusões Pode até ser ironia Agonia Conjeturas. Encontro a simetria sensata Quando abandono teoria exata no interpretar de suas palavras. E assim, percorro o tempo Em rendição ao encantamento De algum momento Em que verei sucumbir o eixo Que me aparta do seu eu E dilacera minha vontade. Verdades? O que são? (Carmen Eugenio)
"Me imagino ao lado de seus passos, compassos e espaços!" Carmen Eugenio