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Mostrando postagens com o rótulo Poemas

Eu Não Complico As Coisas

Me acho uma pessoa bem simples de alma. Coisa de essência mesmo... Costumo dizer isso a quem me conhece... gosto do ar puro, da natureza, das pessoas, valorizo sentimentos.... Eu gosto de ler pessoas Sem qualquer empáfia de querer decifrá-las Mas , talvez, bebê-las na fonte... Eu tenho dificuldades com questionamentos sem fim... Por que tantas perguntas? Tantos detalhes Considero desnecessários... Mas , respeito as diferenças E posso me apresentar melhor: Eu gosto de ouvir música eu tenho um violão, de ir ao cinema de andar na praia... E colocar os pés no rio que corre. Viajar, é algo mágico para mim. Eu gosto de caminhar no parque E andar de bicicleta... Amo incondicional e profundamente meus filhos Quero merecer a dádiva de receber o seu respeito Vê-los crescer e ajudá-los a descobrir caminhos... Acho fascinante o nascer do sol E os sabores dos encontros Preciso de sorrisos. E olhares, que perfumam a trilha... Abraços, que fortalecem nosso ser... Prec

Sensatez

Ando sobre marés... as águas levam o tempo e o tempo muito me traz. Algo, insistentemente, querendo sobrevir à obliquidade do meu pretenso auto-controle. E por que não? Surja, rompa distâncias, desafie hipóteses, divirta-se volatizando retóricas de alguma sensatez. Se pensa, se aposta, eu junto uns possíveis com vastos quereres e dezenas de talvez. No espelho, uma esfinge desnuda e atônita espectadora do elo com o acaso surreal.  

Muito Prazer

Prazer, eu sou apenas eu. Não sei se sei dizer tudo sobre minha vida. Mas gosto de conversar sem tempo prá terminar.   Sem aparatos, retratos, contratos e extratos quero apenas ser ou estar Sou alguém que gosta de olhar para o céu e me esqueço contemplando o mar. Tenho sonhos e um violão. Carrego vontades e sei sorrir. Conheço estradas e solidão. E se outro dia se transformar em muitas horas Talvez eu aprecie cada segundo E tenha saudade da sua presença Q uando me encontrar me entenda sem tanta razão. Quem sabe o nada  transpõe  estação?   (Carmen Eugenio)

Conversei com um Anjo

Essa tarde conversei com um anjo. Não vi suas asas, mas senti sua pulsação. Que anjo lindo! Tão suave, tão sensível, tão etéreo. Beijou meu coração e desejou-me uma linda vida. Seus olhos sorriam para mim E me trouxeram serenidade. Senti uma imensa vontade de estar ao seu lado. De ouvir mais palavras De beber seus gestos De partilhar mais instantes de sua beleza De me enamorar de sua gentileza. Todos os dias, ele traz uma mensagem. De amor, de esperança, de bondade. Eu quero estar sempre perto dele pois com sua presença senti “Felicidade”. (Carmen Eugenio)

Limiar

Constelações encontram-se dentro de mim. Algo transparente e Fascinante Que me faz transpor pedaços e retalhos E de repente, algo apoteótico se apodera do cenário cinza que me abraçou com insistência. (Carmen Eugenio)

Castelo de Areia

O Castelo era de Areia mas, mesmo frágil, abrigava uma existência. Emoções nasciam entre aquelas paredes. Algumas ruíram. Apesar da vulnerabilidade, Aquela inquietação não cedeu ao perigo iminente. E mesmo quando tudo escureceu Restou um canto incandescente Que insistia no recomeçar de cada grão. (Carmen Eugenio)

Entrega

Eu viajo pelo seu cheiro E imagino o sabor da nossa aventura. É difícil resistir a tamanha atração. É humanamente irresistível seu poder de persuasão. É incontrolável. Não consigo desviar, Despistar, ou negar o óbvio: sou louca por você. Fico imaginando as conseqüências de uma entrega frenética: Você, vivendo em cada curva do meu corpo, Consumindo cada fração de pensamento. Irrepreensível, magnético. Sem fuga de paradigmas, estereótipos ou cliches:   Eu Te Desejo. Te quero em minhas mãos, em minha boca, impregnando minha existência. Não sei se preciso da sua presença Ou se a invento Se a anseio... Mas, jamais Terás minha indiferença Porque é sentença, ainda que pecado... Eu te adoro, Bolo de Chocolate. (Carmen Eugenio)

Eixos e Avessos

(Matisse) Nosso encontro de avessos É algo maior que meus horizontes É um transpor absoluto de suposições Composições e acervos. Protagonizar ilusões Pode até ser ironia Agonia Conjeturas. Encontro a simetria sensata Quando abandono teoria exata no interpretar de suas palavras. E assim, percorro o tempo Em rendição ao encantamento De algum momento Em que verei sucumbir o eixo Que me aparta do seu eu E dilacera minha vontade. Verdades? O que são? (Carmen Eugenio)