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15 de agosto de 2020

MALABARISTA

 ELEVA TEU OLHAR

QUE O INSTANTE PASSA

ESQUECE  O TEMPO

E URGÊNCIAS RASAS

VÊ OS MALABARES QUE ENCANTAM AS ESQUINAS.

A CIDADE TALVEZ NÃO PERCEBA,

O ESPETÁCULO,  A BELEZA, A DESTREZA

QUE INVADEM, RESOLUTOS,

NOSSOS FRÁGEIS PALCOS URBANOS.

O ARREMESSO PRECISO

DO ARTISTA COM SEU SORRISO,

OCULTA DOR

E DRAMA INVISÍVEL

QUE PERMEIA PAISAGEM

DE CENÁRIO CONTUNDENTE

TUA ARTE

QUERER LATENTE

NUM PULSAR TRANSITIVO,

E DESPERTAR CONSTRITO,

 PACIENTE

DE INDELÉVEL SEMENTE.

#PoesiaNaEsquina


 

 

 

10 de maio de 2019

Formato de Coração

Ele é especial
E sabe disso.
Nesse tempo,
É tanto e tudo
Quando fala
Quando indaga
Ou quando faz tudo ficar mudo.
Quando se torna movimento
ou paralisa qualquer instante
ele é magia, contornos e brisa
contagia minha vontade e
derrete algumas verdades
Ele é, em meu mundo,
Um muito de todas as coisas
De qualquer canto
E qualquer cor.
Por seus olhos
Meu encanto permeia
Desejo sensorial pleno
forma arrebatadora de  momentos sem chão.
Formato de coração.
Há ainda o arremate
De apertos, abraços e beijos
Num horizonte de quereres
Prazeres e emoção.
E se, em todas as vezes,
Em que o encontro se fez urgente
E as certezas tiraram o talvez,
Celebro com alegria
Estar ao seu lado,
Pelo infinito da Vida
Contando mais um mês.
                                                    Carmen Eugenio e Cesar Crivellente



7 de março de 2019

Absoluto

A mensagem logo cedo é clara:
saudade não demora e
se instala.
Há logo o desejo de sobrepor retina
um repente que desorienta,
seduz,
manda recado,
troca segredos,
e entende silêncios.
E na escalada de emoções latentes,
são tantas luas de promessas quentes,
que já nem sei
se o sabor do vento
é o mesmo que provei,
antes da sua chegada.
E à noite eu me aqueço
nos vãos de suas palavras,
sem rotina, nem tropeços
eu tento, não me esqueço,
superar cada passo,
dançar no ritmo do seu compasso.

                                                     Cesar  Crivellente e Carmen Eugenio

3 de março de 2019

Metafísico

Eu o beijaria a cada momento.
A cada objeto seu,
faço uma leitura da sua alma.
Nos seus olhos, me abandono
em sonhos e desatinos.
Ele me dá paz,
me entrega imensidões.
Não há como não desejar
tê-lo por toda a vida.
Eu aprenderia todas as músicas.
E em cada letra, encontro seu eu.
Os sons do mundo me remetem
aos nossos instantes.
Ele está em tudo.
Está em mim.
Eu o bebo com vagar
e a minha respiração revela
a propriedade magistral
do seu toque.

30 de junho de 2017

Acaso




Distraidamente
Encontrei frases e
Atada aos seus efeitos
Nem pensei em recuar.
Tropeços, avessos
Músicas , recomeços
tudo que não conheço,
Veio me abraçar.
Tudo quente e confortável
Nos instantes que restavam
Para que eu pudesse imaginar
Alguma coisa, qualquer coisa ou algo assim.
Estou aqui, ai , em algum lugar
E basta um instante pra encontrar.




7 de setembro de 2011

Castelo de Areia



O Castelo era de Areia
mas, mesmo frágil,
abrigava uma existência.
Emoções nasciam entre aquelas paredes.
Algumas ruíram.
Apesar da vulnerabilidade,
Aquela inquietação não cedeu ao perigo iminente.
E mesmo quando tudo escureceu
Restou um canto incandescente
Que insistia
no recomeçar de cada grão.
(Carmen Eugenio)

ENTREGA

Eu viajo pelo seu cheiro
E imagino o sabor da nossa aventura.
É difícil resistir a tamanha atração.
É humanamente irresistível
seu poder de persuasão.
É incontrolável.
Não consigo desviar,
Despistar,
ou negar o óbvio: sou louca por você.
Fico imaginando as conseqüências de uma entrega frenética:
Você, vivendo em cada curva do meu corpo,
Consumindo cada fração de pensamento.
Irrepreensível, magnético.
Sem fuga de paradigmas, estereótipos ou cliches:
Eu Te Desejo.
Te quero em minhas mãos,
em minha boca,
impregnando minha existência.
Não sei se preciso da sua presença
Ou se a invento
Se a anseio...
Mas, jamais
Terás minha indiferença
Porque é sentença, ainda que pecado...
Eu te adoro, Bolo de Chocolate.

(Carmen Eugenio)

3 de julho de 2011

ROMANCE




Eu quero ser sutil
Mas que minha sutileza não pareça ingenuidade.
Eu olhei para o céu hoje
Pois ao redor encontrei ninguém.
Eu esperei ver novamente 
um sorriso, um olhar, uma voz
E pensei: quando queremos muito ver alguém
Ou o tempo não passa...
Ou passa rápido demais.
Eu sou alguém sem o impossível.
Em algum momento serei resgatada,
Com vida,
Daquilo que não gosto, 
do que me sufoca, do que me afoga.
Levarei comigo o mesmo céu que me acalentou.
E a vontade de viver esse tal romance
Com algodão doce e maçã-do-amor.
Andar de mãos dadas e entender segredos
Abraçar apertado, compassado, dançar.
Caminhar sem pressa, pois toda a espera
Acaba por se justificar.
(Carmen Eugenio)

20 de fevereiro de 2011

E a Luz?


De vez em quando
Sem entender direito
A luz incandescente
Desaparece
Não sei por que,
Não sei como,
...prá onde vai?
Fico a procurar
Não quero que desapareça
Não me abandone ao breu
desse interstício
Ao suprimir clarão
Outorgaria chaga ao meu coração.
Pois eu,
Despojada de postura estóica
Por demorada ausência
Encontro-me em inospita abstinência
Involuntária, certamente
Da simbiose que me abraça
Docemente.

11 de fevereiro de 2011

Sensatez

Ando sobre marés...
as águas levam o tempo
e o tempo nada me traz.
Algo, insistentemente,
querendo sobrevir à obliquidade
do meu pretenso auto-controle.
E por que não?
Surja,
rompa distâncias,
desafie hipóteses,
divirta-se volatizando retóricas
de alguma sensatez.
Se pensa, se aposta,
eu junto uns possíveis
com vastos quereres
e dezenas de talvez.
No espelho,
uma esfinge desnuda e atônita
espectadora do elo
com o acaso surreal.

24 de dezembro de 2010

Amar é estar Feliz!


O amor transborda.
Tudo fica diferente
O Olhar, já não mais indiferente,
às cores que cintilam ao redor
Brilha sob o deleite daquela luz.
A alma apaixonada
quer ouvir novamente aquela voz,
sentir novamente a proximidade
que atravessa o silêncio
e invade mistérios.
O céu está mais azul, a brisa mais suave,
as pessoas com seus significados e signos
fazem mais sentido agora.
E todas as músicas
Transportam,
Encantam
Tranformam.
Ao amor, obrigada por fazer do mundo um lugar mais Feliz!
(Carmen Eugenio)

19 de novembro de 2010

Limiar

Contelações
encontram-se dentro de mim.
Algo transparente e
Fascinante
Que me faz transpor
Pedaços,
Retalhos
E recortes.
e um de repente
apoteótico
se apodera do cenário cinza
que me abraçou
com insistência.
(Carmen Eugenio)

Sinapse

Eu estava longe,
muito longe...
Libertada pela anatomia das palavras.
O ar do dia
que se despedia
me invadia.
A cadência secular dos instantes,
constante.
Meus poucos se juntavam
para desmoronar novamente.
Uma acrobacia insólita
diante de uma
uma estela circunspecta.

Carmen Eugenio

Castelo de Areia



O Castelo era de Areia
mas, mesmo frágil,
abrigava uma existência.
Emoções nasciam entre aquelas paredes.
Algumas ruíram.
Apesar da vulnerabilidade,
Aquela inquietação não cedeu ao perigo iminente.
E mesmo quando tudo escureceu
Restou um canto incandescente
Que insistia
no recomeçar de cada grão.
(Carmen Eugenio)

9 de novembro de 2010

Teu Conforto

Quero que saibas
o quanto me és caro,
ainda que incompreendido.
Seu conforto me é imprescindível.
Sua suavidade desliza em meu ser,
Rende meus sentidos.
Nada de propósitos sexys,
Aparições performáticas
Ou flashes vulcânicos.
Quero apenas essa sutilidade
que é o encontrar de minha pele
com sua insistência macia e premente.
Sua simplicidade
Rompe minhas complexidades
que, largadas nesse deleite,
às portas de modorra,
contrario um delírio coletivo
de noites ‘calientes’ em tramas incandescentes.
Encontros noturnos, serenos, singelos.
Já quis te substituir.
Em vão.
Seus personagens, instrumentos musicais
Embalam meu repouso.
Atando-me a ti.
Não consigo te deixar
Porque sinto que já somos
Coexistentes.
Eu, o luar das noites
O mistério dos silêncios
E você,
Meu amado e velho pijama.

(Carmen Eugenio)
 
Fiz para meu velho e bom pijama, que tenho há muitos anos.
De algodão com  estampa de ursinhos, coelhinhos e elefantinhos que estão tocando instrumentos musicais....

7 de novembro de 2010

Entrega

Eu viajo pelo seu cheiro
E imagino o sabor da nossa aventura.
É difícil resistir a tamanha atração.
É humanamente irresistível
seu poder de persuasão.
É incontrolável.
Não consigo desviar,
Despistar,
ou negar o óbvio: sou louca por você.
Fico imaginando as conseqüências de uma entrega frenética:
Você, vivendo em cada curva do meu corpo,
Consumindo cada fração de pensamento.
Irrepreensível, magnético.
Sem fuga de paradigmas, estereótipos ou cliches:
 Eu Te Desejo.
Te quero em minhas mãos,
em minha boca,
impregnando minha existência.
Não sei se preciso da sua presença
Ou se a invento
Se a anseio...
Mas, jamais
Terás minha indiferença
Porque é sentença, ainda que pecado...
Eu te adoro, Bolo de Chocolate.

(Carmen Eugenio)

3 de novembro de 2010

Eixos e Avessos


(Matisse)
Nosso encontro de avessos
É algo maior que meus horizontes
É um transpor absoluto de suposições
Composições e acervos.
Protagonizar ilusões
Pode até ser ironia
Agonia
Conjeturas.
Encontro a simetria sensata
Quando abandono certezas
À procura de suas palavras.
E assim, percorro o tempo
Em rendição ao encantamento
De algum momento
Em que verei sucumbir o eixo
Que aparta-me do seu eu
E dilacera minha conjunção de vontades.
Verdades? O que são?

(Carmen Eugenio)

2 de outubro de 2010

Acelerada


Sempre igual:
Quando vejo
Acontece formigamento mental
Meu coração acelera
Desanda
Derrete
Se é para escolher
Escolho o que não posso dizer
E aquele beijo
Esparrama por todos os meus cantos
Ensejo dissoluto
Devaneio, encanto.

18 de maio de 2010

E FIM? ENFIM...

Engraçado como às vezes temos a nítida impressão de que erramos com alguém. Mas não sabemos como foi, onde, de que maneira que aconteceu...em que pedaço do caminho a gente se perdeu...se desconectou...
Só sentimos a cisão.
Que vontade de perguntar: onde foi que eu errei?
Mas, geralmente, ficamos sem resposta. Como se houvesse a obrigação de saber, como se estivesse implícita a responsabilidade da ciência do fato em si.
Eu não sei o que o outro pensa.
Eu não sei o que você pensa, enquanto você não me disser.
E porque a maioria das pessoas acredita que temos a obrigação de traduzí-las, só porque a amamos ou porque gostamos delas mais do que o normal?
Eu sou apenas um ser humano tentando acertar e ser feliz. Nada mais.
Tenho quase certeza de que muitas vezes a beleza, o dinheiro, a fama e o poder não significam,necessariamente, felicidade.
Esta, geralmente, está acompanhada de equilíbrio e inteligência emocional.
Gostaria, ao menos, de ter a chance de me explicar quando me sinto incompreendida.
Ou me achar, quando me sinto perdida.
E nem são poucas vezes assim...

18 de março de 2010

Antitese

Rio Formoso-Bonito/MS
(foto furtada do facebook do poeta Marcos Castro)

 Desista de entristecer-se por algo que não vale a pena. E a gente sabe quando algo não vale a pena, se não foi forte o suficiente para mudar o curso da vida...
A vida está cheia de surpresas a nossa espera!
Olhe quantas coisas lindas temos ao nosso redor, e às vezes nem percebemos!
Um sorriso, uma flor, uma paisagem, um amor...
Quem sabe?
Dê chance às boas oportunidades, não se deixando cegar pela antitese da alegria.
Antes de cada passo, e em cada um de nós, existe a semente de um querer-bem e a centelha da própria criação.

Rio Formoso-Bonito/MS
(foto furtada do facebook do poeta Marcos Castro)

De Stella Para Romilce

 Na mesa estavam: papai, mamãe, vovô e vovó. Depois de vários dias e muitos nomes, restaram apenas dois nomes para escolherem: Carla ou Stel...