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Mostrando postagens com o rótulo Poema de Carmen Eugenio

TEMPO E REDENÇÃO

Abro os braços Existem motivos para seguir adiante Depois do sofrimento, O aprendizado me faz confiante   São nas trilhas dessa vida Que encontro alegrias, muitos sorrisos e algumas armadilhas E tudo dá sentido aos dias   Quando há revés Faço oração, Ocupo o tempo, Acalmo o coração   Tudo passa, bem depressa A vida é feita de momento Há música, verso e contemplação Para celebrar cada acontecimento   As respostas virão com o tempo Encontro razões, aprimoro a mente O mundo corre pelas veias O sol, sempre, brilha novamente.

Cinza, Cor de Festa

Hoje o dia acordou cinza, com jeito molhado Me dizendo sobre manhãs De encanto e céu nublado   O aroma era de café forte Algo cálido que se instalava Enquanto a semana, por sorte Novos planos, anunciava   E cantam bem-te-vis Em dança que verte proeza araras aos pares se espalham No espetáculo de rara beleza   Sim, há flores lá fora Mesmo num dia denso, chuvoso E festa no balé das horas De toada mansa e horizonte charmoso          

Dança Lua

​ Há  pétalas sobre a  varanda E o sol invade a escuridão Da  bergamota  que  transpassa teu cenário Um perfume  que  afasta  solidão   Ela é terra, é mãe, é instante Convicções e zelo   profundo À flor da pele, expande   horizonte Intensa e plena,  move o mundo Seus credos e segredos Doce sopro  e   labareda Esplendor  de  certezas e  medos D escortinam  azul  vereda   Alma negra dança lua  Que carrega  emoção Uma força que cultua  Amor, entrega e tradição    

MALABARISTA

 ELEVA TEU OLHAR QUE O INSTANTE PASSA ESQUECE   O TEMPO E URGÊNCIAS RASAS VÊ OS MALABARES QUE ENCANTAM AS ESQUINAS. A CIDADE TALVEZ NÃO PERCEBA, O ESPETÁCULO,   A BELEZA, A DESTREZA QUE INVADEM, RESOLUTOS, NOSSOS FRÁGEIS PALCOS URBANOS. O ARREMESSO PRECISO DO ARTISTA COM SEU SORRISO, OCULTA DOR E DRAMA INVISÍVEL QUE PERMEIA PAISAGEM DE CENÁRIO CONTUNDENTE TUA ARTE QUERER LATENTE NUM PULSAR TRANSITIVO, E DESPERTAR CONSTRITO,   PACIENTE DE INDELÉVEL SEMENTE. #PoesiaNaEsquina      

Formato de Coração

Ele é especial E sabe disso. Nesse tempo, É tanto e tudo Quando fala Quando indaga Ou quando faz tudo ficar mudo. Quando se torna movimento ou paralisa qualquer instante ele é magia, contornos e brisa contagia minha vontade e derrete algumas verdades Ele é, em meu mundo, Um muito de todas as coisas De qualquer canto E qualquer cor. Por seus olhos Meu encanto permeia Desejo sensorial pleno forma arrebatadora de momentos sem chão. Formato de coração. Há ainda o arremate De abraços e vontades Num horizonte de quereres e emoção. E se, em todas as vezes, Em que o encontro se fez urgente E as certezas tiraram o talvez, Celebro com alegria Estar ao seu lado, Pelo infinito da Vida Contando tudo, outra vez. Carmen  Eugenio                                                     Carmen Eugenio e Cesar Crivellente

ENCONTRO

A mensagem logo cedo é clara: saudade não demora e se instala. Há logo o desejo de sobrepor retina um repente que desorienta, seduz, manda recado, troca segredos, e entende silêncios. E na escalada de emoções latentes, são tantas luas de promessas quentes, que já nem sei se o sabor do vento é o mesmo que provei, antes da sua chegada. E à noite eu me aqueço nos vãos de suas palavras, sem rotina, nem tropeços eu tento, não me esqueço, superar cada passo, dançar no ritmo do seu compasso.                                                      Cesar  Crivellente e Carmen Eugenio

Metafísico

A cada objeto seu, faço uma leitura da sua alma. Seus olhos, me entregam imensidões. Não há como não desejar aprender todas as músicas, e em cada letra,  encontro seu eu. Os sons do mundo me remetem aos nossos instantes Que estão em tudo. Estão em mim. Eu o bebo com vagar e minha respiração,  revela  a propriedade magistral da sua presença.

Acaso

Distraidamente Encontrei frases e Atada aos seus efeitos Nem pensei em recuar. Tropeços, avessos Músicas , recomeços tudo que não conheço, Veio me abraçar. Tudo quente e confortável Nos instantes que restavam Para que eu pudesse imaginar Alguma coisa, qualquer coisa ou algo assim. Estou aqui, ai , em algum lugar E basta um instante pra encontrar.

Castelo de Areia

O Castelo era de Areia mas, mesmo frágil, abrigava uma existência. Emoções nasciam entre aquelas paredes. Algumas ruíram. Apesar da vulnerabilidade, Aquela inquietação não cedeu ao perigo iminente. E mesmo quando tudo escureceu Restou um canto incandescente Que insistia no recomeçar de cada grão. (Carmen Eugenio)

ENTREGA

Eu viajo pelo seu cheiro E imagino o sabor da nossa aventura. É difícil resistir a tamanha atração. É humanamente irresistível seu poder de persuasão. É incontrolável. Não consigo desviar, Despistar, ou negar o óbvio: sou louca por você. Fico imaginando as conseqüências de uma entrega frenética: Você, vivendo em cada curva do meu corpo, Consumindo cada fração de pensamento. Irrepreensível, magnético. Sem fuga de paradigmas, estereótipos ou cliches: Eu Te Desejo. Te quero em minhas mãos, em minha boca, impregnando minha existência. Não sei se preciso da sua presença Ou se a invento Se a anseio... Mas, jamais Terás minha indiferença Porque é sentença, ainda que pecado... Eu te adoro, Bolo de Chocolate. (Carmen Eugenio)

ROMANCE

Eu quero ser sutil, mas que não pareça ingenuidade. Olhei para o céu hoje, Ao redor não encontrei ninguém. Esperei ver novamente  um olhar, uma voz Quando queremos muito ver alguém Ou o tempo não passa... Ou passa rápido demais. Eu sou alguém sem o impossível. Em algum momento terei resgate, Ainda com vida, Daquilo que sufoca e afoga. Levarei o mesmo céu que me acalentou. E esse romance Com maçã-do-amor. Entender segredos, dançar. Caminhar sem pressa, pois toda a espera Acaba por se justificar

E a Luz?

De vez em quando Sem entender direito A luz Desaparece Não sei por que, Não sei como, ...prá onde vai? Fico a procurar E a querer Que não desapareça Não me abandone ao breu Ao suprimir clarão põe chaga ao meu coração. E eu, Despojada de postura estóica Por demorada ausência Encontro-me em abstinência Involuntária, certamente Da simbiose que me abraça Docemente.

Sensatez

Ando sobre marés... as águas levam o tempo e o tempo muito me traz. Algo, insistentemente, querendo sobrevir à obliquidade do meu pretenso auto-controle. E por que não? Surja, rompa distâncias, desafie hipóteses, divirta-se volatizando retóricas de alguma sensatez. Se pensa, se aposta, eu junto uns possíveis com vastos quereres e dezenas de talvez. No espelho, uma esfinge desnuda e atônita espectadora do elo com o acaso surreal.  

Signo Deleite

O amor transborda  e o entorno fica diferente. O olhar é reluzente às cores que cintilam ao redor Tudo brilha sob o deleite do lampejo. A alma quer ouvir, sentir novamente a proximidade que atravessa o silêncio e invade mistérios. O céu está mais azul, o ar mais suave, as pessoas com seus significados e signos, agora fazem sentido. E todas as melodias Transportam para o infinito, Encantam e Transformam O Universo floresce bendito.    

Limiar

Constelações encontram-se dentro de mim. Algo transparente e Fascinante Que me faz transpor pedaços e retalhos E de repente, algo apoteótico se apodera do cenário cinza que me abraçou com insistência. (Carmen Eugenio)

Sinapse

Eu estava longe, muito longe... Libertada pela anatomia das palavras. A cadência secular dos instantes, constante, me invadia como o ar do dia. Meus pensamentos se juntavam e se dispersavam novamente. Uma acrobacia insólita diante de uma uma estela circunspecta. Carmen Eugenio

Castelo de Areia

O Castelo era de Areia mas, mesmo frágil, abrigava uma existência. Emoções nasciam entre aquelas paredes. Algumas ruíram. Apesar da vulnerabilidade, Aquela inquietação não cedeu ao perigo iminente. E mesmo quando tudo escureceu Restou um canto incandescente Que insistia no recomeçar de cada grão. (Carmen Eugenio)

Teu Conforto

Quero que saibas o quanto me és caro, ainda que incompreendido. Seu conforto me é imprescindível. Sua suavidade desliza em meu ser, Rende meus sentidos. Nada de propósitos sexys, Aparições performáticas Ou flashes vulcânicos. Quero apenas essa sutilidade que é o encontrar de minha pele com sua insistência macia. Sua simplicidade Rompe minhas complexidades que, largadas nesse deleite, às portas de modorra, contrario um delírio coletivo de noites ‘calientes’ em tramas incandescentes. Encontros noturnos, serenos, singelos. Já quis te substituir. Em vão. Seus personagens,  Embalam meu repouso. Atando-me a ti. Não consigo te deixar Porque sinto que já somos Coexistentes. Eu, o luar das noites O mistério dos silêncios E você, Meu amado e velho pijama. (Carmen Eugenio)   Fiz para meu velho e bom pijama.

Entrega

Eu viajo pelo seu cheiro E imagino o sabor da nossa aventura. É difícil resistir a tamanha atração. É humanamente irresistível seu poder de persuasão. É incontrolável. Não consigo desviar, Despistar, ou negar o óbvio: sou louca por você. Fico imaginando as conseqüências de uma entrega frenética: Você, vivendo em cada curva do meu corpo, Consumindo cada fração de pensamento. Irrepreensível, magnético. Sem fuga de paradigmas, estereótipos ou cliches:   Eu Te Desejo. Te quero em minhas mãos, em minha boca, impregnando minha existência. Não sei se preciso da sua presença Ou se a invento Se a anseio... Mas, jamais Terás minha indiferença Porque é sentença, ainda que pecado... Eu te adoro, Bolo de Chocolate. (Carmen Eugenio)

Eixos e Avessos

(Matisse) Nosso encontro de avessos É algo maior que meus horizontes É um transpor absoluto de suposições Composições e acervos. Protagonizar ilusões Pode até ser ironia Agonia Conjeturas. Encontro a simetria sensata Quando abandono teoria exata no interpretar de suas palavras. E assim, percorro o tempo Em rendição ao encantamento De algum momento Em que verei sucumbir o eixo Que me aparta do seu eu E dilacera minha vontade. Verdades? O que são? (Carmen Eugenio)