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LONGE DE CASA

Se você sentir em algum momento, saudade de alguém, ou de algum lugar... e se junto com essa saudade vier uma vontade de extravasar, desatar um nó na garganta... É sinal que toda aquela convivência não foi em vão. Você doou muito de si. E deixou que contribuíssem também. Você não foi singular (apesar de ter lutado tantas vezes por isso). Você se aproximou e nem percebeu quando despencava uma manta tecida com carinho e ternura que o esquentou e protegeu por tanto tempo, poupando-lhe o desprazer do frio que fazia lá fora. Se no meio de uma cacofonia (insensata e incoerente) puder ouvir, nítido e pausado, o que já lhe foi dito uma voz, agora tão especial... Se perdido entre tantos passos, puder resgatar a sonoridade de algum. Ou se você, simplesmente, lembrou de alguém ou de algum lugar, que não quer e nem pode esquecer... É porque você, talvez mesmo sem saber, foi capaz de amar. (Encontrei este poema ontem, mexendo nas minhas coisas. Escrevi aos dezessete