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ACOLHIDA

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Estive a léguas de um canto seguro, Andando com vestes coloridas, Insisti, roguei aos santos e juro, Cheguei a tempo de ver janelas floridas.   Seria desnecessária qualquer providência Sem a benção de fé revestida. Aprendi que é de praxe a reverência Que cada um deve ter pela vida.   Não desisti na primeira queda, Nem abusei da mão estendida, Valor maior que qualquer moeda É louvar amizade e acolhida.   Visitando segredos pelo tempo, Escritos em versos pela cidade, Sendeiro testemunha alento, Transforma o ciclo em festejo de verdade.            

Embala e dá o Tom, Menina

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  Embala e dá o tom, menina, O suspiro é do glacê, O vestido evasê, A saia godê, O quarto rosé.   Escuta aquele som, menina, Não chegues tarde, Não faças alarde, O sol arde, Benze-te e te guardes.   Cadê o teu batom, menina? Se for para tua felicidade Domas a realidade, Enfrenta com dignidade, Conquista a faculdade.   Decifra o teu dom, menina, Alcanças teu lugar, Aprendas a te amar, Queira te concentrar, Vejas tua vida desabrochar.            

NEGRA TEZ

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  Partilha teu sentimento,  Transborda sensatez,  A beleza que trazes na alma,  Revela-se na tua tez.  Não sei se exala perfume  Ou espalha sonhos outra vez.    Desliza pela guia  que exprime tua essência  tingida por carmim,  em sã consciência.  Serena, desacelera o passo  e suaviza a permanência.    Quando despertas e respiras  no ensejo da reconciliação  com teu universo raro  trazes no bojo, imaginação.  Cantaria teus prelúdios,  Negra tez, que vibra emoção. (Obra da artista Isadora Cullmann - CG-MS)              

MALABARISTA

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Eleva teu olhar Que o instante passa, Esquece o tempo E urgências rasas Vê os malabares que encantam as esquinas.   A cidade talvez não perceba, O espetáculo, a beleza, a destreza Que invadem, resolutos, Nossos frágeis palcos urbanos.   O arremesso preciso Do artista com seu sorriso, Oculta dor e drama invisível Que permeia a paisagem De cenário contundente.   Arte de querer latente Num pulsar transitivo e despertar contrito.