5 de abril de 2022

Valéria, minha amada irmã


 

Eu a admiro, pela guerreira que é,

não somente pela empresária de sucesso

que tornou-se, frente à Celebrare Viagens,

mas pela mãe amorosa do piloto Pedro Landi

e pelo ser humano que distribui palavras de encorajamento,

 a todos do seu convívio!

Valéria promove e engrandece pessoas!

Esse foi o legado dos nossos pais.

E ela compreendeu muito bem a lição.

Eu vejo nela, a competência, a determinação, a coragem

e a pressa em realizar os sonhos muito nítidos.

Valéria sabe dar valor a cada dia da sua preciosa existência.

Eu desejo bençãos infinitas em sua linda Vida,

muita saúde, sucesso, amor, alegrias infinitas!

Obrigada por ser minha companheira de jornada por toda a vida!

Obrigada por existir em minha vida e por se importar comigo, também !

Você é um ser único

e agradeço a Deus, todos os dias,

pelo privilégio de conviver com você. Eu te amo, Val!




Victor Eugenio, Carmen Eugenio, Valéria Eugenio



1 de abril de 2022

Ao Sthéfano, Meu Filho, Meu amor

Você chegou às vinte e três horas e

cinquenta e cinco minutos,

do dia quatro de outubro de 1992.

Eu já o aguardava, desde as dezenove horas,

quando você, de maneira insólita,

avisou que chegaria antes do combinado.

Um domingo em família, com a trivial pizza, conversas e risos.

Alguns meses antes, organizamos seu quarto,

e, sinceramente, colocamos muito amor em cada detalhe.

Me atualizei,

li tudo o que existia sobre o assunto,

que cercava tão notório acontecimento.

Sim, porque sua chegada, implicou em mudanças profundas

em minha vida.

O momento, trouxe-me a seguinte impressão: senti que minha existência, dividiu-se.
Eu não era mais apenas ‘eu’.
Havia me transformado em duas pessoas: eu e você.
O vi, como parte de mim.
Então, a partir do conhecimento da sua existência,
a minha própria existência,
multiplicou-se.
Ou dividiu-se. Não sei bem.
Matemática nunca foi meu forte.
Quando saímos de casa, para a maternidade, éramos dois.
Quando voltamos, com você nos braços, éramos três.

Naquele domingo, perto de meia-noite,

o doutor José Eduardo Silveira dos Santos, me perguntou,

com uma gentileza que só ele possui nesses momentos

que transformam, definitivamente, nossas vidas:

Você quer esperar mais cinco minutos?

Eu, então, respondi,

com a propriedade que meus vinte e poucos anos permitia:

Doutor, o Sthéfano pode vir, agora.

Ele nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço e

talvez, se esperássemos mais, seria complicado.

Benção de Deus, intuição de mãe, dia de São Francisco de Assis...

Mãe é assim. Toma posse absoluta, da fé necessária para blindar um filho.

Escolhi seu nome, estudando a numerologia para chegar ao número ‘Um’:

independência, autonomia e coragem para enfrentar desafios.

O que mais uma mãe pode querer para seu filho?

Uma mãe, quer tudo de bom para seu filho, mas acima de tudo, quer protegê-lo.

Também pensei em ajudá-lo nas provas orais da escola,

em que, os alunos com nomes que iniciam com a letra ‘S’,

ficam para o final.

Hoje, meu primogênito, um ser humano de qualidade ímpar,

que admiro como ninguém, está trabalhando, escolheu a engenharia civil como profissão e

está lutando pelo seu espaço, buscando honrar seu pai, sua mãe e toda sua ancestralidade.

Procuramos guiá-lo por princípios que

o deixem distante de dificuldades

e o fortaleçam para os momentos desafiadores.

E eu, continuo orando,

pedindo a Deus para protegê-lo, em todos os seus caminhos.

Eu o amo, com um amor que jamais pensei existir.

Eu o amo, incondicionalmente.

Obrigada meu filho, por existir em minha vida,

por  transformar-me em uma mãe

e por ensinar-me a amar,

infinitamente.

















 

 

 

 

 

 

 

 

 

31 de março de 2022

A Vida

 

A vida,

tal qual dança caudalosa de ciclos,

expande memórias,

e reverencia minha ancestralidade,

num resgate semiótico,

de cada história.

 

Esperei por vezes,

gratas surpresas,

agasalhadas em celofane

e trançadas em horizontes.

 

Já abreviei caminhos,

já estilhacei apreços,

por acreditar na proximidade,

de milagres e recomeços.

 

Eu não estive só,

mas bebi,

rouca e inerte,

no cálice da solidão.

 

Sigo, por vezes, calada,

adornada de loquaz verniz.

Alternando períodos,

Simples ou compostos,

Vibrando, sempre,

a emoção de uma aprendiz.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25 de março de 2022

A Tia Malê

 A Tia Malê

Muitas férias, passamos no apartamento dos meus avós, na Vila Mariana em São Paulo, onde moravam, desde 1973, meus tios Lourenço, Luís, Malê e meus avós paternos, Carmen e Aníbal.
O lugar era mágico.
A tia Malê, gentilmente, acomodava eu e a Valéria no seu quarto.
Minha tia saía para trabalhar na Themag, lindíssima, desfilando plena com sapatos e sandálias de plataformas e saltos altos. Na verdade, eu os via sempre no superlativo: altíssimos.
Malê, é seu apelido. Seu nome é Maria Helena.
Vovó ficava com a gente e fazia comidas irresistíveis. Em dia de Natal ela fazia Escartelates e os banhava com mel. Uma verdadeira Chef da Gastronomia Italiana, constatei muitos anos depois.
Lá eu descobri a música popular brasileira, no final dos anos 70. Meus tios tinham uma coleção de discos de vinil , um aparelho de som “moderno” e eu passava o dia ouvindo Gal Costa, Caetano, Maria Bethânia, Simone e tantos outros. Esse cenário, me impactou profundamente e delineou as nuances da minha apreciação pela arte. Tio Lourenço, um cara do bem, espirituoso e o tio Luís me treinou para cantar a música “A Volta do Boêmio”, quando eu tinha apenas oito anos e em dia de festa, ele pedia para eu cantar para seus amigos, uma espécie de “atração cultural mirim”. Tio Luís era alegria em pessoa, mas nos deixou precocemente.
No quarto da minha tia, havia uma penteadeira, onde eu ficava horas e horas, explorando as cores fascinantes dos seus batons e blushes. Naquele lugar incrível, eu passava rímel nos cílios e modelava-os com curvex, um acessório que conheci ali. A paleta de sombras, era tão atraente, que eu passava uma cor por dia nos olhos. Eu lavava os cabelos quase todos os dias, só para usar o secador e as escovas modeladoras, uma novidade para mim. Depois que eu estava pronta, maquiada e com os sapatos de saltos altos da Tia Malê, meu pai dizia para eu lavar todo o rosto e tirar aquela maquiagem, porque eu era, apenas, uma criança de 8 anos. Sério mesmo? Mas no dia seguinte, começava tudo outra vez!
Aquela penteadeira, para mim, era um parque de diversões. Não precisava de mais nada, tantas eram as possibilidades.
Aos finais de semana, minha tia levava todos os sobrinhos, uns cinco ou seis na época, Roberto, Andréia, Cláudia, Valéria, eu e Eduardo, ao cinema, ao parque Ibirapuera, com suas infinitas belezas naturais e atividades culturais e a espetáculos de teatro. E com ela conheci, aos 9 anos, a obra de Maria Clara Machado.
A casa da vovó, é uma das minhas melhores memórias afetivas!
Minha tia era nossa musa inspiradora. Nos apresentou a moda, a música, o cinema, o teatro, a literatura e o entretenimento!
E continua nos inspirando com sua energia e alegria contagiante. Este ano, serão os festejos pelos seus setenta anos e estamos nos preparando para esse grande acontecimento. Ela mora em Capão Bonito e claro, é a miss da terceira idade e participa de inúmeros eventos.
Tia Malê, gratidão por tudo que me apresentou de bom nessa vida, por todo carinho que você sempre dispensou para nós, seus sobrinhos. Eu a amo. Eternamente



7 de março de 2022

Dia da Mulher

 Mulher,

tão plena, move o mundo,
é viagem pelo horizonte.
É vento, é mar e zelo profundo,
por ser terra, mãe e instante.

(Carmen Eugenio)


8 de março Dia da Mulher!
Carmen Eugenio