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15 de agosto de 2020

MALABARISTA

 ELEVA TEU OLHAR

QUE O INSTANTE PASSA

ESQUECE  O TEMPO

E URGÊNCIAS RASAS

VÊ OS MALABARES QUE ENCANTAM AS ESQUINAS.

A CIDADE TALVEZ NÃO PERCEBA,

O ESPETÁCULO,  A BELEZA, A DESTREZA

QUE INVADEM, RESOLUTOS,

NOSSOS FRÁGEIS PALCOS URBANOS.

O ARREMESSO PRECISO

DO ARTISTA COM SEU SORRISO,

OCULTA DOR

E DRAMA INVISÍVEL

QUE PERMEIA PAISAGEM

DE CENÁRIO CONTUNDENTE

TUA ARTE

QUERER LATENTE

NUM PULSAR TRANSITIVO,

E DESPERTAR CONSTRITO,

 PACIENTE

DE INDELÉVEL SEMENTE.

#PoesiaNaEsquina


 

 

 

12 de maio de 2020

Gratidão

De repente em algum lugar
você encontra alguém que faz a caminhada valer a pena.
Não abracei tristezas e não escolhi colher espinhos.
Assumo estações instáveis em que me coloco assombros.
Descortino fases, votos, risos e emoções profundas
Sem saber do tempo que resta.
Janelas ensolaradas anunciam enlevo,
E alguns de meus passos, tropeçam em escombros.
A história passa assim, rapidamente,
Rente à foz, quando da transição,
Escuto presságio de lucidez
Que me inspira e reseta o caos.
Em evolução comprimida,
Na escalada desse isolamento inóspito,
Há cenas de perfeita luz e calor infinito,
Verbos afáveis que salvam meu repertório
E tornam possíveis
minha tênue, mas consistente,
expressão do ser.




10 de maio de 2019

Formato de Coração

Ele é especial
E sabe disso.
Nesse tempo,
É tanto e tudo
Quando fala
Quando indaga
Ou quando faz tudo ficar mudo.
Quando se torna movimento
ou paralisa qualquer instante
ele é magia, contornos e brisa
contagia minha vontade e
derrete algumas verdades
Ele é, em meu mundo,
Um muito de todas as coisas
De qualquer canto
E qualquer cor.
Por seus olhos
Meu encanto permeia
Desejo sensorial pleno
forma arrebatadora de  momentos sem chão.
Formato de coração.
Há ainda o arremate
De apertos, abraços e beijos
Num horizonte de quereres
Prazeres e emoção.
E se, em todas as vezes,
Em que o encontro se fez urgente
E as certezas tiraram o talvez,
Celebro com alegria
Estar ao seu lado,
Pelo infinito da Vida
Contando mais um mês.
                                                    Carmen Eugenio e Cesar Crivellente



7 de março de 2019

Absoluto

A mensagem logo cedo é clara:
saudade não demora e
se instala.
Há logo o desejo de sobrepor retina
um repente que desorienta,
seduz,
manda recado,
troca segredos,
e entende silêncios.
E na escalada de emoções latentes,
são tantas luas de promessas quentes,
que já nem sei
se o sabor do vento
é o mesmo que provei,
antes da sua chegada.
E à noite eu me aqueço
nos vãos de suas palavras,
sem rotina, nem tropeços
eu tento, não me esqueço,
superar cada passo,
dançar no ritmo do seu compasso.

                                                     Cesar  Crivellente e Carmen Eugenio

3 de março de 2019

Metafísico

Eu o beijaria a cada momento.
A cada objeto seu,
faço uma leitura da sua alma.
Nos seus olhos, me abandono
em sonhos e desatinos.
Ele me dá paz,
me entrega imensidões.
Não há como não desejar
tê-lo por toda a vida.
Eu aprenderia todas as músicas.
E em cada letra, encontro seu eu.
Os sons do mundo me remetem
aos nossos instantes.
Ele está em tudo.
Está em mim.
Eu o bebo com vagar
e a minha respiração revela
a propriedade magistral
do seu toque.

9 de julho de 2018

Amor


Ah o amor
quantas voltas nos faz dar
quantas buscas, encontros e acertos.
Quantas idas e vindas permeiam uma história
lágrimas, sorrisos e abraços.
Quantos laços, casos e descasos.
O coração acelera, desespera e não se cansa
E o amor vai transformando tudo,
numa supremacia inquestionável.
Enfrenta nossas próprias marés,
desafia nossos cantos cartesianos,
e debocha de nossos maiores reveses.
No horizonte rosado, possível e intuitivo
surgem ainda inquisições pragmáticas.
E algo mais forte, sublime e cortês
nos afaga e susurra,
o amor, é a resposta para tudo.

5 de julho de 2018

Instante

As palavras foram expressas
de maneira avessa,
com imensidões de véus
e acontecimentos breves.
O perfume que atravessava o verbo
era a partilha necessária
e certeira,
que acalentava espaços.
Quase tudo trazia um querer
e abraçava vontades.
Quando chegava a noite,
debruçava, latente
sobre sonhos e laços.
Tão impreciso
na fagulha de êxtase
e lapso incandescente.
Verdades e contramão.




3 de julho de 2018

Códigos

Meu desejo dissonante
que tais códigos
Demandem por mim.
São segredos e infinitos,
Composições dos meus conflitos.
Êxtase circunflexo
Que me descaminha
Por um estado perplexo
Apalpa meus porões absurdos
E meus desígnios diatônicos
Eu estou aqui
Me embriagando dos tons
Me nutrindo das notas e sons
Cada vez mais adentrando dicotomia
Ingressando nessa paisagem
Como se cada mensagem
Estivesse pactuada aos meus instantes.
Me encontro só.
Paralisada pela beleza
Engessada pela gentileza
Aglutinada à intenção de interpretar,
Num tropeço implacável com vírgulas e interrogações.
(Carmen Eugenio)

Paragem


E aquele lugar te faz sorrir
Aquela voz te faz imaginar
Aquele instante te faz sonhar.
Como se tudo que foi dito
Faça todo o sentido
E espalhe aromas
Colha desejos
E insista em devaneios.
Não precisamos procurar mais
O que perfuma por dentro
Todas as utopias, enfim,
Colam-se aos cristais do tempo.
Resistir? Pra que?




31 de maio de 2018

Minha História

Há 26 anos, eu iniciava a carreira na Prefeitura de Campo Grande, como Técnica de Cultura.
Eu nem imaginava o universo de experiências que se descortinaria à minha frente. Afinal, quem pode imaginar aos vinte e poucos anos, recém egressa da Universidade Federal-Faculdade de Artes, o significado desse compromisso?
Cheguei e logo assumi os núcleos de Teatro e Dança, pois Jo Simao saía para licença gestante. Uma grande responsabilidade ocupar o lugar de alguém com tanto talento.
O teatro já era amor antigo, iniciado na escola. Na Universidade Federal, então pupila do Mestre Eduardo Borges e Marly Damus, criei o Grupo Bombom de Teatro de Bonecos, juntamente com as amadas: Leonor Lopes S Saad, Cláudia Maluf Barcelos Borges e Mônica. Depois, participei do Grupo de Teatro Alma de Circo, sob a direção de Andre Finger, trabalhando ao lado de Caio Ignacio , Adilson Schieffer Elvira Brandão, Isac Zampieri, Conceição Leite e Jair Damasceno. Após esses projetos, em 1991, já atuando como arte-educadora, montei o Grupo Reverbel de Teatro, (uma homenagem à Olga Reverbel) com alunos da escola estadual Arlindo de Andrade Gomes, dentro do Projeto de minha autoria ‘A Escola Vai Ao Teatro’, inteiramente financiado pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul. O projeto foi um sucesso tremendo e recebeu o Prêmio de Melhor Ator para Glauber, a partir da montagem da peça adaptada de Millôr Fernandes – ‘Vivaldino Servidor de Dois Patrões’, cuja estreia aconteceu no Teatro Aracy Balabanian, em 1991 e circulou por mais de quinze cidades do interior do estado, para apresentação em escolas estaduais. Essa experiência fantástica mudaria para sempre a concepção de cultura e arte na vida daqueles jovens espectadores. Mudaria mais ainda, a minha própria vida e dos alunos que participaram deste grande projeto: Glauber Runkel, Leonardo Arruda Calixto, Marina de Oliveira, Paulo Reis, Marlom, Anderson e Taciana Reis Angeli Reis (entre outros).
Na área de Dança, meu primeiro projeto foi ‘Dança para Todos’, para o qual convidei Suzana Nazaret Dolabani Leite para participar, abrindo, generosamente, sua escola de Dança para ensinar Ballet Clássico a crianças carentes. Lindo demais.
Desde então, foram centenas de projetos na área cultural. Nós, profissionais de Cultura, atuamos desde a elaboração de Projetos até a Produção e Execução de Eventos. Tive também a oportunidade de Coordenar os Eventos no Calçadão da Barão que encantaram a cidade, com a participação de grandes artistas. Coordenei por anos e ampliei a equipe de Comunicação, onde constatei a imensa parceria dos órgãos de imprensa para a divulgação de eventos culturais. Sou pura gratidão a esses profissionais e veículos de imprensa. 
Para que meus colegas tivessem pleno conhecimento das realizações da secretaria, criei nessa época a página da Sectur no Facebook , Instagram e WhatSapp para que TODOS tivessem acesso à divulgação de nossos eventos. Antes disso, somente as chefias e alguns funcionários da sede tinham pleno acesso às informações dos eventos culturais realizados pela secretaria. Os colegas que trabalhavam nas unidades, tinham dificuldade em participar e informar o cidadão campo-grandense ou de outras cidades, sobre os eventos realizados pela secretaria como por exemplo, datas, horários e locais de oficinas de artes, exposições e shows. Hoje, além do conhecimento, todos podem compartilhar as ações e, principalmente, participar de todas elas. 
Tive também a honra de participar do Conselho Municipal de Políticas Culturais. Como gestora da Divisão de Literatura, indicada pela primeira vez pelo Presidente da Fundação de Cultura Americo Yule, a quem serei eternamente grata pela confiança, coordenei os inúmeros projetos da área e salas de leitura nos bairros, instalamos a sala de leitura da Associação de Moradores do Bairro Maria Aparecida Pedrossian, com o caro amigo Janio Batista Macedo e em 2016, tornamos a Biblioteca Municipal do Horto Florestal, um Centro Multicultural, aberta a diversas linguagens artísticas e oficinas, adequando-a ao Manifesto da UNESCO Para Bibliotecas Públicas, de 1994. Uma mudança difícil e profunda que beneficiou toda a cidade, proporcionando, além do acesso à literatura, o acesso à diversas oficinas artísticas ( como Origami, História em Quadrinhos e Contação de Histórias), exposições de artes plásticas, saraus e espaço de férias para as crianças com a participação de artistas renomados do Estado de MS. 
Durante doze anos fui membro do Cerimonial do Gabinete do Prefeito(1993 a 2005), sendo indicada como gestora do mesmo, em 2013.
Poderia contar a vocês centenas de histórias, passagens, cenas de bastidores, etc., que tecem minha trajetória. Houve infinitas alegrias e incontáveis tristezas. Mas, se as alegrias nos suavizam, são as dificuldades que nos aperfeiçoam, nos desafiam, nos mostram o valor da humildade e indicam o caminho. Aprendi, assim, a ter gratidão pelos obstáculos que mais ensinam do que ferem.
Há alguns anos nosso cargo mudou de nome para ‘Profissional de Promoção Cultural’.
Sozinhos não construímos nada. Mas sim, em equipe. E a nossa equipe é maravilhosa. É uma família. Tenho convicção de que, a legítima missão do gestor público seja trabalhar pela comunidade, contribuindo para sua melhoria, transformando vidas e promovendo ações e talentos que potencializem a evolução de toda a sociedade. 
Outra coisa que tenho absoluta certeza: assim como cada um tem a sua própria história de vida, eu tenho a minha história e ela é indelével. E com essa história eu tenho honrado o compromisso de servir nossa cidade.
O tempo passou, mas continuo apaixonada pela minha carreira ligada à Cultura.
Apaixonada, é pouco. Trata-se de um superlativo: apaixonadíssima.
Minha eterna gratidão a Deus, à minha família, a todos os amigos que fazem parte dessa história e a todos os prefeitos que confiaram na minha capacidade, que apoiaram quase que incondicionalmente meus projetos e ações e valorizaram meu trabalho.
GRUPO REVERBEL DE TEATRO

 GRUPO REVERBEL DE TEATRO - CAMPO GRANDE MS


26 de novembro de 2017

O Mundo é seguro.

Talvez essa seja a principal competência e desafio: 
olhar o mundo com afeto, 
respeito, compaixão , 
suavidade.  
Somente dessa forma 
podemos acreditar 
sermos dignos de receber amor. 
Modifique paradigmas e crenças . 
Tire os óculos da desconfiança.  
Só então , 
será possível respirar profundamente 
e entender que está tudo bem!
O mundo é um lugar seguro!

5 de julho de 2017

Travessia




A travessia  às vezes é demorada.
Você vai se despedindo, 
relutante em aceitar o fim.
Esse desprendimento acontece aos poucos.
O desejo se despede.
Não se tem mais o abraço.
E as conversas dão lugar ao silêncio.
A distância vai aumentando.
A proximidade diminuindo.
Os mundos tornam-se desconhecidos.
A indiferença se instala.
Até o dia em que os laços, tornam-se fios quase transparentes.
E as pessoas permanecem sem mais estar.
E então, chega a hora de partir e
agradecer por ter vivido a experiência de compartilhar.






4 de julho de 2017

Eu mesma


Amo achar algo engraçado
Convivo com o pouco explicado
Esqueço mal-entendidos.
Enxergo meu reflexo.
Coexisto com o sem-nexo.
Gosto de olhar para o mar, para o céu.
Tenho uma bicicleta, 
livros, 
sonhos 
e um violão.
Conheço estradas e solidão.
Carrego vontades e sei sorrir.
Tenho saudades de algumas coisas.
Uma delas é conversar sem tempo prá terminar.
Sinto com coração.
E se outro dia se transformar em muitas horas
Posso ouvir sua respiração.

30 de junho de 2017

Acaso




Distraidamente
Encontrei frases e
Atada aos seus efeitos
Nem pensei em recuar.
Tropeços, avessos
Músicas , recomeços
tudo que não conheço,
Veio me abraçar.
Tudo quente e confortável
Nos instantes que restavam
Para que eu pudesse imaginar
Alguma coisa, qualquer coisa ou algo assim.
Estou aqui, ai , em algum lugar
E basta um instante pra encontrar.




21 de janeiro de 2016

Reeducação Alimentar para fazer um ano novo de verdade!

Ano novo, vida nova! Iniciei a reeducação alimentar há duas semanas. Retornei para a academia e continuo a praticar ciclismo. Já se foram 2 kilos. Fui à endocrinologista, Dra. Bianca Paraguassu, mas também baixei o aplicativo Dieta e Saúde, que tem várias sugestões de cardápio. Mas é aquela velha história: diminuir as porções; fazer escolhas saudáveis, mais legumes, verduras e saladas, menos pão, arroz, refrigerante e doces. Quando vou à um restaurante, escolho uma porção de carne com saladas e para beber, água com gás com limão. Um dia de cada vez! Vou contando as novidades!

Pela manhã é sempre uma fatia de pão integral 7 Grãos, café com leite desnatado e um iogurte ligth ou uma fruta.


Depois academia, musculação etc.


Meu almoço com 2 colheres (de sopa) de arroz integral, uma porção de carne e duas colheres de moranga ou outro legume, folhas verdes, tomate.


Final de tarde, bike! Meu vício do bem há mais de quinze anos!


À noite um caldo de abóbora (batida no liquidificador com água) e ervilhas.
Um dia de cada vez...

13 de outubro de 2015

É preciso ir embora

É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim,  que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo  que vai terminar a frase “Que saudade de você…”com  “por isso tô te mandando esse áudio”;  ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém.  Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir.  Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
(Antônia do Divã)

23 de abril de 2012

O que te Faz Feliz?



Tantas coisas e tão simples...

Me sinto feliz em poder cuidar da minha saúde, mental e física. Sim, porque está mais que provado, que pensamentos ruins causam doenças físicas. Com saúde eu imagino que possa ver meus filhos crescerem e quem sabe, com sorte, ver meus netos também.
Com saúde eu posso viajar para conhecer culturas diversas, lugares distantes, surpreendentes, coisas que me fazem muito feliz.
Com saúde eu posso trabalhar. E o trabalho é capaz de melhorar nosso dia a dia. O trabalho traz o nosso alimento, nosso lar e nos permite realizar muitos sonhos.
Ter fé, acreditar em Deus, me conforta, me faz feliz porque eu tenho a convicção da sua Proteção.
Saber que desejo o bem a todo ser humano e que me educo diariamente para respeitar o próximo, me faz feliz. Olhar para dentro do meu próprio eu e ter a certeza, de que sou uma pessoa melhor a cada dia. Alguém que não guarda mágoas, que aprendeu a perdoar, alguém que aprendeu a olhar a vida com olhos de esperança e gratidão.
Quero melhorar minha real capacidade de amar e auxiliar.
Porque, aí sim, estarei verdadeiramente em paz com o mundo, comigo e com Deus.




11 de março de 2012

Santos, Vizinhos e Baladas


 Nasci e fui batizada na igreja Católica e depois de adulta, na igreja Evangélica.
Eu já morei nos bairros: São Bento (2 vezes), Santo Antonio, Santo Amaro e agora São Francisco (4 vezes). É muita devoção.
Minha mãe fez uma promessa para Nossa Senhora da Conceição, para salvar minha vida quando bebê e estou até hoje aqui, contando essa história.
Meu filho nasceu no dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis. E, novamente, estamos morando no bairro com o mesmo nome.
Bairro que amo muito.
Certa vez, morava com minha irmã Daniela no Edifício London, na Rua Brasil, aqui no bairro São Francisco e fins de semana não conseguíamos dormir com o batuque do pagode do ‘Ditão’, uma casa de samba que ficava perto. Um dia, disse à Dani: “se não pode com seus inimigos, una-se a eles”. E lá fomos nós, cair no pagode do Ditão.
No último apartamento que morei, aqui no São Francisco,  não conseguia dormir  devido ao barulho que vinha da Bralar, uma revendedora de bebidas que ficava ao lado do meu prédio, onde a moçada, aos fins de semana, encosta o carro para beber (muito) e tocar o som dos seus carros no último volume. Será que ficam surdos quando bebem? E dê-lhe sertanejo.

Pedi: Senhor Deus, me ajude.
Então,encontrei um apartamento lindo, no bairro São Francisco mesmo. Comprei, feliz da vida.
Agora meus vizinhos são:  2 escolas e uma universidade com seus sinos e sirenes e duas igrejas com suas músicas gospel. A maior delas, resolveu promover  uma verdadeira Balada Gospel, duas vezes por semana, no estacionamento, com o som mais potente que já vi na vida... Eu gosto de louvor...mas no último volume é demais...
Íamos comprar um apartamento maior ainda, na rua Maracaju perto de um hospital, mas depois que a vizinha me disse que o barulho de sirenes de ambulância era de dia, de noite e madrugada, desistimos.

Durma com um barulho desses....

De Stella Para Romilce

 Na mesa estavam: papai, mamãe, vovô e vovó. Depois de vários dias e muitos nomes, restaram apenas dois nomes para escolherem: Carla ou Stel...