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Mostrando postagens com o rótulo Carmen Eugenio

Eles Não Querem Uva Passa

Eles não querem Uva Passa E fazemos nossa Ceia assim Um pouco deles vou buscando E deixando muito de mim   Quando o Espírito de Natal nos encontra Tudo se equilibra, tem seu rumo  A definição do congraçamento ressignifica E nos coloca em sensato prumo   Como se nunca houvesse tristeza Nunca, no poder do advérbio, sem desentendimento Trazendo o Eterno, o enlace, o fraterno e o verdadeiro sentido do nascimento   E nas manhãs sem desatinos Ouso e faço meu louvor Espírito do Natal envolva as famílias Em Paciência, Sabedoria e Amor.

Para o Ano que Chega

  Para o Ano que chega   Para o Ano que chega, Escolha o perfume de uma flor, algo que valha a pena Da paisagem à retórica do amor O mundo tem boas surpresas E o extraordinário ao redor Dê chance à essa beleza, E tudo fica ainda melhor.   Não se deixe cegar pela antítese da alegria, Pois antes de cada passo e em cada oração, existe a semente de um querer bem e a centelha da própria criação.   E pode acreditar Seu ano será diferente Cheio de encontro sincero E instantes singulares pela frente.  

INDEFECTÍVEL ABISMO

Ele quer, te olha e tem vaidades Faz deboche da sua escuridão Ao resetar arroubos e possibilidades Vê desnecessária tal pretensão   Sua pueril   ternura e ácida frieza Estilhaçariam emoções insondáveis É opcional compartilhar a incerteza E recortes de meus afetos inefáveis E assim o é E o seria Ainda que brando estivesse   Ainda que eu partisse, volátil O abismo então, se compraz tardio, Desatando o nó do meu próprio canto sombrio.    

TEMPO E REDENÇÃO

Abro os braços Existem motivos para seguir adiante Depois do sofrimento, O aprendizado me faz confiante   São nas trilhas dessa vida Que encontro alegrias, muitos sorrisos e algumas armadilhas E tudo dá sentido aos dias   Quando há revés Faço oração, Ocupo o tempo, Acalmo o coração   Tudo passa, bem depressa A vida é feita de momento Há música, verso e contemplação Para celebrar cada acontecimento   As respostas virão com o tempo Encontro razões, aprimoro a mente O mundo corre pelas veias O sol, sempre, brilha novamente.

Cinza, Cor de Festa

Hoje o dia acordou cinza, com jeito molhado Me dizendo sobre manhãs De encanto e céu nublado   O aroma era de café forte Algo cálido que se instalava Enquanto a semana, por sorte Novos planos, anunciava   E cantam bem-te-vis Em dança que verte proeza araras aos pares se espalham No espetáculo de rara beleza   Sim, há flores lá fora Mesmo num dia denso, chuvoso E festa no balé das horas De toada mansa e horizonte charmoso          

ACOLHIDA

Estive léguas de um canto seguro Andando com vestes coloridas Insisti, roguei aos santos e juro, Cheguei a tempo de ver janelas floridas   Seria desnecessário qualquer providência Sem a benção de fé revestida Entendi que é de praxe a reverência Que se deve ter pela vida   Não desisti na primeira queda Nem abusei da mão estendida Valor maior que qualquer moeda É gratidão de amizade e acolhida   Visitando segredos pelo tempo Escritos em versos pela cidade Sendeiro testemunha o vento Transforma ciclo, festejo e verdade.          

Embala e dá o Tom, Menina

  Embala e dá o tom, menina O suspiro vem do glacê O vestido evasê A saia godê O quarto rosé   Escuta aquele som, menina Não chega tarde Não faz alarde Muito sol arde Se benze e se guarde   Cadê o seu batom, menina? Se for para sua idade Aceita a realidade Enfrenta com dignidade Conquista a faculdade   Decifra o seu dom, menina Encontra o seu lugar Procure não reclamar Queira se reorganizar Que logo vai se casar     E tudo de bom, menina Você amadureceu Seu filho nasceu O sonho aconteceu E, enfim, menina, você venceu!          

Dança Lua

​ Há  pétalas sobre a  varanda E o sol invade a escuridão Da  bergamota  que  transpassa teu cenário Um perfume  que  afasta  solidão   Ela é terra, é mãe, é instante Convicções e zelo   profundo À flor da pele, expande   horizonte Intensa e plena,  move o mundo Seus credos e segredos Doce sopro  e   labareda Esplendor  de  certezas e  medos D escortinam  azul  vereda   Alma negra dança lua  Que carrega  emoção Uma força que cultua  Amor, entrega e tradição    

NEGRA TEZ

  Partilha teu sentimento  Transborda sensatez  A beleza que traz na alma  Revela-se na sua Tez  Não sei se exala perfume  Ou espalha sonhos outra vez    Desliza pela guia  que exprime teu extrato  tingido por carmim  feito essência do inexato  E ao desacelerar o passo  suaviza sereno ato    Quando desperta e respira   no ensejo da reconciliação  com seu universo raro  traz no bojo, imaginação  Cantaria seus prelúdios  Negra tez, que vibra emoção    

MALABARISTA

 ELEVA TEU OLHAR QUE O INSTANTE PASSA ESQUECE   O TEMPO E URGÊNCIAS RASAS VÊ OS MALABARES QUE ENCANTAM AS ESQUINAS. A CIDADE TALVEZ NÃO PERCEBA, O ESPETÁCULO,   A BELEZA, A DESTREZA QUE INVADEM, RESOLUTOS, NOSSOS FRÁGEIS PALCOS URBANOS. O ARREMESSO PRECISO DO ARTISTA COM SEU SORRISO, OCULTA DOR E DRAMA INVISÍVEL QUE PERMEIA PAISAGEM DE CENÁRIO CONTUNDENTE TUA ARTE QUERER LATENTE NUM PULSAR TRANSITIVO, E DESPERTAR CONSTRITO,   PACIENTE DE INDELÉVEL SEMENTE. #PoesiaNaEsquina      

Gratidão Por Ser

De repente em algum lugar você encontra alguém que faz a caminhada valer a pena. Não abracei tristezas e não escolhi colher espinhos. Assumo estações instáveis em que me coloco assombros. Descortino fases, votos, risos e sensações profundas Sem saber do tempo que resta. Janelas ensolaradas anunciam enlevo, E alguns de meus passos, tropeçam em escombros. A história passa assim, rapidamente, Rente à foz, quando da transição, Escuto presságio de lucidez Que me inspira e reseta o caos. Em evolução comprimida, Na escalada desse isolamento inóspito, Há cenas de perfeita luz e calor infinito, Verbos afáveis que salvam meu repertório e tornam possível minha tênue, mas consistente, expressão do ser.

Formato de Coração

Ele é especial E sabe disso. Nesse tempo, É tanto e tudo Quando fala Quando indaga Ou quando faz tudo ficar mudo. Quando se torna movimento ou paralisa qualquer instante ele é magia, contornos e brisa contagia minha vontade e derrete algumas verdades Ele é, em meu mundo, Um muito de todas as coisas De qualquer canto E qualquer cor. Por seus olhos Meu encanto permeia Desejo sensorial pleno forma arrebatadora de momentos sem chão. Formato de coração. Há ainda o arremate De abraços e vontades Num horizonte de quereres e emoção. E se, em todas as vezes, Em que o encontro se fez urgente E as certezas tiraram o talvez, Celebro com alegria Estar ao seu lado, Pelo infinito da Vida Contando tudo, outra vez. Carmen  Eugenio                                                     Carmen Eugenio e Cesar Crivellente

ENCONTRO

A mensagem logo cedo é clara: saudade não demora e se instala. Há logo o desejo de sobrepor retina um repente que desorienta, seduz, manda recado, troca segredos, e entende silêncios. E na escalada de emoções latentes, são tantas luas de promessas quentes, que já nem sei se o sabor do vento é o mesmo que provei, antes da sua chegada. E à noite eu me aqueço nos vãos de suas palavras, sem rotina, nem tropeços eu tento, não me esqueço, superar cada passo, dançar no ritmo do seu compasso.                                                      Cesar  Crivellente e Carmen Eugenio

Metafísico

A cada objeto seu, faço uma leitura da sua alma. Seus olhos, me entregam imensidões. Não há como não desejar aprender todas as músicas, e em cada letra,  encontro seu eu. Os sons do mundo me remetem aos nossos instantes Que estão em tudo. Estão em mim. Eu o bebo com vagar e minha respiração,  revela  a propriedade magistral da sua presença.

AMOR É A RESPOSTA

Ah o amor quantas voltas nos faz dar quantas buscas, desencontros e acertos. Quantas idas e vindas enfeitam uma história lágrimas, sorrisos e abraços. Quantos laços, casos e descasos. O coração acelera, desespera e não se cansa E o amor vai transformando tudo, numa supremacia inquestionável. Enfrenta nossas próprias marés, desatina cantos cartesianos, e desafia os maiores reveses. No horizonte rosado e intuitivo surgem ainda inquisições pragmáticas. E algo mais forte, sublime e cortês nos afaga e sussurra, o amor, é a resposta para tudo.  

Verdades e contramão

As palavras foram expressas de maneira avessa, com imensidões de véus e acontecimentos breves. O perfume que atravessava o verbo era a partilha necessária e certeira, que acalentava espaços. Quase tudo trazia um querer e abraçava vontades. Quando chegava a noite, debruçava, latente sobre sonhos e laços. Tão impreciso na fagulha de êxtase e lapso incandescente. Verdades e contramão.

Códigos

Meu desejo dissonante é que tais códigos Demandem por mim. São segredos e infinitos, Composições dos meus conflitos. Êxtase circunflexo Que me descaminha Por um estado perplexo Apalpa meus porões absurdos E minhas vontades diatônicas Eu estou aqui Me embriagando dos tons Me nutrindo das notas e sons e alguma dicotomia Ingressando nessa paisagem Como se cada mensagem Estivesse pactuada aos meus instantes. Paralisada pela beleza Engessada pela gentileza Aglutinada em contradições, me encontro só, num tropeço implacável com vírgulas, interrogações e a intenção de decifrar seus códigos. (Carmen Eugenio)

Paragem

E aquele lugar te faz sorrir Aquela voz te faz imaginar Aquele instante te faz sonhar. Como se tudo que foi dito Faça todo o sentido E espalhe aromas. Colha desejos E insista em devaneios. Não precisamos procurar mais O que perfuma por dentro Todas as utopias, enfim, Colam-se aos cristais do tempo. Resistir? Pra que?

Minha História

Há 26 anos, eu iniciava a carreira na Prefeitura de Campo Grande, como Técnica de Cultura. Eu nem imaginava o universo de experiências que se descortinaria à minha frente. Afinal, quem pode imaginar aos vinte e poucos anos, recém egressa da Universidade Federal-Faculdade de Artes, o significado desse compromisso? Cheguei e logo assumi os núcleos de Teatro e Dança, pois Jo Simao saía para licença gestante. Uma grande responsabilidade ocupar o lugar de alguém com tanto talento. O teatro já era amor antigo, iniciado na escola. Na Universidade Federal, então pupila do Mestre Eduardo Borges e Marly Damus, criei o Grupo Bombom de Teatro de Bonecos, juntamente com as amadas: Leonor Lopes S Saad, Cláudia Maluf Barcelos Borges e Mônica. Depois, participei do Grupo de Teatro Alma de Circo, sob a direção de Andre Finger, trabalhando ao lado de Caio Ignacio , Adilson Schieffer Elvira Brandão, Isac Zampieri, Conceição Leite e Jair Damasceno. Após esses projetos, em 1991, já atuando como arte-edu

O Mundo é seguro.

Talvez essa seja a principal competência e desafio:  olhar o mundo com afeto,  respeito, compaixão ,  suavidade.   Somente dessa forma  podemos acreditar  sermos dignos de receber amor.  Modifique paradigmas e crenças .  Tire os óculos da desconfiança.   Só então ,  será possível respirar profundamente  e entender que está tudo bem! O mundo é um lugar seguro!