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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

E a Luz?

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De vez em quando, Sem perceber direito, A luz Desaparece Não sei por quê, Não sei como, ...para onde vai? Fico a procurar E a querer Que não desapareça, Não me abandone ao breu. Ao suprimir o clarão põe em chaga o meu coração. E eu, Despojada de postura estóica Por demorada ausência, Encontro-me em abstinência involuntária, Da simbiose que me abraça Docemente.  

Hiatos

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Insolentes equinócios,  hiatos. Esperança,  ainda que ocaso. Não sem querer Espero as cores do crepúsculo. Cerca-te híade  e meus dias se eternizam. Como é insuportável ver nuances sem tocar  nos matizes. (Carmen Eugenio)

Saber Ouvir

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Hoje em dia é cada vez mais raro encontrarmos pessoas dispostas a ouvir verdadeiramente, o outro. Trata-se de uma doação de si mesmo, de compartilhar momentos intensos e verdadeiros com os demais. Estamos cada vez mais apressados, mais impacientes. As relações interpessoais são comprometidas dessa forma. Principalmente com os mais próximos. É comum encontrarmos desentendimentos em família ou com as pessoas no ambiente de trabalho, de estudo. Onde estaria o cerne desta questão? Procurei abordar o tema, através de um prisma. Mas existem outros tantos pontos de vista capazes de promover e otimizar a gênese das relações. Busquei na teoria de Rogers e sua Psicologia Humanista que tem como principal característica uma abordagem que é centrada na pessoa, respostas e caminhos para empreender uma evolução nas relações pessoais. Os indivíduos possuem dentro de si vastos recursos para a autocompreensão e para modificação de seus autoconceitos, de suas atitudes e de seu comportamento autô

Possível Sensatez

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Ando sobre marés... as águas levam o tempo e o tempo muito me traz. Algo, insistentemente, querendo sobrevir à obliquidade do meu pretenso auto-controle. E por que não? Surja, rompa distâncias, desafie hipóteses, divirta-se volatizando retóricas de alguma sensatez. Se pensa, se aposta, eu junto uns ´possíveis` com vastos quereres e dezenas de talvezes. No espelho, uma esfinge desnuda e atônita espectadora do elo com o fortuito surreal.      

Muito Prazer

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Muito Prazer   Prazer, eu sou apenas eu. Não sei se sei dizer tudo sobre minha vida. Mas gosto de conversar sem tempo para terminar.   Sem aparatos, retratos, contratos e extratos quero apenas ser ou estar. Sou alguém que gosta de olhar para o céu e me esqueço contemplando o mar. Caminho pelas nuvens, Tenho sonhos e um violão. Carrego vontades e sei sorrir. Conheço estradas e solidão.   E se outro dia se transformar em todo o tempo ou muitas horas Talvez eu aprecie cada segundo E tenha saudade da sua presença.   Q uando me encontrar me ouça sem tanta razão. Quem sabe o nada Transponha estação.  

Conversei com um Anjo

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Essa tarde conversei com um anjo. Não vi suas asas, mas senti sua pulsação. Que anjo lindo! Tão suave, tão sensível, tão etéreo. Beijou meu coração e desejou-me uma linda vida. Seus olhos sorriam para mim E me trouxeram serenidade. Senti uma imensa vontade de estar ao seu lado. De ouvir mais palavras De beber seus gestos De partilhar mais instantes de sua beleza De me enamorar de sua gentileza. Todos os dias, ele traz uma mensagem. De amor, de esperança, de bondade. Eu quero estar sempre perto dele pois com sua presença senti “Felicidade”. (Carmen Eugenio)