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ACOLHIDA

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E é isso aí, Menina

  Embala e dá o tom, menina O suspiro vem do glacê O vestido evasê A saia godê O quarto rosé   Escuta aquele som, menina Não chega tarde Não faz alarde Muito sol arde Se benze e se guarde   Cadê o seu batom, menina? Se for para sua idade Aceita a realidade Enfrenta com dignidade Conquista a faculdade   Decifra o seu dom, menina Encontra o seu lugar Procure não reclamar Queira se reorganizar Que logo vai se casar     E tudo de bom, menina Você amadureceu Seu filho nasceu Aquele sonho aconteceu E, enfim, menina, você venceu!          

Dança Lua

​ Há  pétalas sobre a  varanda E o sol invade a escuridão Da  bergamota  que  transpassa teu cenário Um perfume  que  afasta  solidão   Ela é terra, é mãe, é instante Convicções e zelo   profundo À flor da pele, expande   horizonte Intensa e plena,  move o mundo Seus credos e segredos Doce sopro  e   labareda Esplendor  de  certezas e  medos D escortinam  azul  vereda   Alma negra dança lua  Que carrega  emoção Uma força que cultua  Amor, entrega e tradição    

NEGRA TEZ

  Partilha teu sentimento  Transborda sensatez  A beleza que traz na alma  Revela-se na sua Tez  Não sei se exala perfume  Ou espalha sonhos outra vez    Desliza pela guia  que exprime teu extrato  tingido por carmim  feito essência do inexato  E ao desacelerar o passo  suaviza sereno ato    Quando desperta e respira   no ensejo da reconciliação  com seu universo raro  traz no bojo, imaginação  Cantaria seus prelúdios  Negra tez, que vibra emoção    

De Stella Para Romilce

 Na mesa estavam: papai, mamãe, vovô e vovó. Depois de vários dias e muitos nomes, restaram apenas dois nomes para escolherem: Carla ou Stella. Carla, por ser feminino de Carlos, nome do papai, portanto, escolha dele. Stella era escolha da mamãe, por significar 'Estrela'. Então começaram a votação e por fim, o nome escolhido foi Stella. Meus avós ficaram muito felizes com meu nascimento. Primeira neta, uma alegria na vida deles. Minha avó sempre brincava comigo, me levava para comprar vestidos e fazer muitos passeios. Mas, principalmente, minha avó me ensinava a importância de Deus em nossa vida. Sempre íamos à igreja, todos juntos, aos domingos e todos os livros que ela me dava, eram com histórias de Jesus. Ela adorava me contar histórias. Porém, um dia, quando eu já estava com seis anos, meu pai me chamou e me contou que minha avó estava com uma doença muito grave e que ela seria operada. Eu tinha certeza de que minha avó seria vitoriosa e ela foi. Apesar do câncer tão agress

MALABARISTA

 ELEVA TEU OLHAR QUE O INSTANTE PASSA ESQUECE   O TEMPO E URGÊNCIAS RASAS VÊ OS MALABARES QUE ENCANTAM AS ESQUINAS. A CIDADE TALVEZ NÃO PERCEBA, O ESPETÁCULO,   A BELEZA, A DESTREZA QUE INVADEM, RESOLUTOS, NOSSOS FRÁGEIS PALCOS URBANOS. O ARREMESSO PRECISO DO ARTISTA COM SEU SORRISO, OCULTA DOR E DRAMA INVISÍVEL QUE PERMEIA PAISAGEM DE CENÁRIO CONTUNDENTE TUA ARTE QUERER LATENTE NUM PULSAR TRANSITIVO, E DESPERTAR CONSTRITO,   PACIENTE DE INDELÉVEL SEMENTE. #PoesiaNaEsquina      

Dia dos Pais é Todo Dia

  Meu pai é aquele cara que sempre esteve ao nosso lado. Festa dos pais, festa junina, festa dos amigos, aniversários, até serenatas que faziam para a gente ele estava junto. Um dia ele cismou de matricular, eu e a Valéria em uma aula de datilografia, às 7 da manhã. Meu Deus pai. Como assim?... Mas enfim, nos formamos na tal da datilografia com louvor. Um dia ele inventou um tal de despertador para não ter que acordar um por um, afinal éramos 4 filhos. Mas não era um despertador qualquer, aquilo mais parecia um relógio de parede de tão grande, orelhas imensas, e gritava mesmo. Confesso que aquilo me assustou muito. Papai resolvia por decreto, e ele decretou que cada dia , o “cebolão ‘ dormiria no quarto de um filho e este chamaria os outros irmãos para a escola. No meu dia eu enrolava o cebolão no cobertor e o colocava dentro do guarda-roupa. Ufa! Me livrei do forte Tic Tac durante a noite e ele tocava suave de manhã. Eu acordava plena e chamava a turma. E assim, achei um jeito de conv