Pular para o conteúdo principal

Postagens

Carta para Stella.

Postagens recentes

Tatão, 50 anos

  1975. “Ele tinha apenas quatro anos. O caçula muito amado, Tinha cara de anjinho, mas era travesso e levado. Reuniu os amigos da rua, Foi para o segundo andar do sobrado, Respirou fundo, gritou “Ciborg” ... De repente, tinha pulado. Meu Deus, pânico geral. Todos para o hospital,  parentes com terço e oração  e o Tatão teve apenas um arranhão. Mas ficou em observação ainda por dois dias, Para descartar qualquer alteração, fratura ou hemorragia. Vendo a mamãe muito preocupada e o papai completamente atônito, o menininho, recomendou então: Se eu quebrar o braço, Podem colocar um “biônico”. O tempo passou, e hoje, meu irmão está completando 50 anos de muita felicidade, aprendizado e luta. Tornou-se pai de família, a qual defende com todo amor e fervor. Eu o admiro pela sua determinação, força e coragem. E só posso agradecer a Deus, pelo irmão tão amigo e parceiro que ele é. Parabéns meu irmão e que sua vida seja longa, abençoada por Deus e repleta de momentos felizes, junto à sua amada f

Quem Sabe a Gente

  Eu faria tudo diferente Embora minha paciência Esteja com os dias contados. Já tentei amiúde, Um diálogo elaborado, Um discurso ensaiado, Um encontro articulado.   E cheguei a te encontrar Outras vezes, Num jantar à luz de velas brindando por todas músicas em serenatas na janela.   Estou olhando a parede, Buscando te definir E querendo seus timbres.   Enquanto você fica aí Esperando que tudo se ajeite, Eu fico aqui, Acreditando na gente.

Risos, Fadas e Arquétipos

  E numa dessas encruzilhadas, no trilho do extraordinário, A gente se encontrou. Com invenções e arquétipos brilhantes, incrustados em episódios de minuciosas pedrarias.   Contamos cometas, rimos e dançamos com as fadas. Tudo simples, mas espetacular e eu gastaria todas as horas para tentar te descrever e te narrar.   Seguimos distantes, Sem grilhões, Nem entraves. Um querer, sem poder querer, É melhor que um não querer.              

Eu, Dissonante

  Deixe que o sentido De cada palavra, Se revele na inexata imensidão Do seu eu, cristalino e dissonante.   Dou-lhe uma valise e pronto. Acomode suas lamentações ali. Um acessório compatível Com a importância de algum dissabor.   Depois, sigo confiante Coloco um vestido confortável Um sapato sóbrio, Um batom carmim e ainda o perfume com notas de jasmim.    

Aroma de Cassis

  Essa pantomima Com traços de maledicência Alcança resquícios desbotados Dos meus limites pessoais.   Não quero maldizer Suas crenças e dogmas Mas vejo fragmentos revestidos de convenções sociais.   Sei que meu esconderijo, é tentativa inepta. Mas tem um atrevido e insistente   aroma de cassis.      

Acordes e Intuição

 Pare de me analisar e dissecar meus acordes. Quando o que você quer, Na verdade, É me beijar.   Pare com essa mania De simular tragédias emocionais, Com saídas, despedidas, apoteóticas e proibidas.   Chame os escribas. Vou recolher-me e escapar de seu deserto com discursos áridos.   Me emancipei, enquanto você Disfarçava o obvio e dilacerava minha intuição.