O Espectro e a Dialética

Passamos a vida

procurando por respostas,

acreditando em pessoas,

buscando espaços

para expressar nossas verdades.

 

Coexistentes do espectro

que baila pujante

pelo ardil plúmbeo

dos reveses,

incineramos,

diversas vezes,

retóricas condensadas

por qualquer vaidade,

remanescente e tóxica,

em fogueiras intrépidas,

adornadas

por espasmos comoventes

de chamas febris

e faíscas irascíveis,

contundentes e perversas.

 

Trazemos a esperança

compilada em manuscritos,

arrancada de entranhas

seculares e secretas,

que desaguam em

versões e ressureições,

esquecidas entre as brumas,

debruçadas em tórrida

revelia

e trazidas

na alvorada

moldurada

pelo esplendor

do sol nascente.



 

 

 

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