19 de setembro de 2021

CONSTELAÇÃO, O AMOR

 

E em tudo, está o amor,

Desde o orvalho da manhã,

À brisa do arrebol.

No sorriso de uma criança,

no beijo que invade nossa escuridão.

O amor está nas ondas do mar

nas estrelas, no luar.

E assim, o amor está em nós,

Em todo talvez, ou em cada ‘eu te amo’,

Em algo, em tudo, ou quase nada,

Como água, fogo,

como sopro e vento.

O amor é o Todo, a natureza,

Algo de que não se pode fugir,

Algo que se possa fluir,

Algo que se deixe existir,

Ainda que não se possa ter.

Porque o amor

Enquanto flor

Não é posse.

É perfume,

é sentir,

etéreo,

e simples, assim.



 

 

 

28 de agosto de 2021

Sabedoria

A melhor parte da vida, 

é quando a gente chega na estação chamada ‘sabedoria’ e entende ,

 finalmente, 

que as respostas sempre estiveram dentro de nós mesmos. 

E paramos de culpar os outros 

pelas nossas mazelas existenciais . 

E por mágica , elas desaparecem ! 

Aí vem a tão esperada e abençoada, plenitude ! 

É sorte? Não ! É aprendizado contínuo! 

Somos seres humanos em evolução!

Carmen Eugenio



7 de agosto de 2021

Meu Pai

Meu pai é aquele cara 

que sempre esteve ao nosso lado. 

Festa dos pais, festa junina, 

festa dos amigos, aniversários.

Nos levou à escola, ao parque,

ao clube, às baladas.

Dancei com ele a valsa dos quinze anos,

depois ele


me ensinou a dirigir,

me levou à faculdade

e um dia, com um sorriso no rosto

me entregou os diplomas de formatura.

Meu pai me conduziu ao altar

no dia do casamento.

Meu pai me preparou para a Vida,

e eu descobri que a Vida

me deu um super Pai!






28 de julho de 2021

BIOGRAFIA CARMEN EUGENIO

 

Carmen Eugenio é Bacharel em Direito, graduada pela Universidade Católica Dom Bosco UCDB/ 1996 e professora de Artes graduada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS/1988. Atualmente cursa Pós-Graduação em Direito e Gestão Pública, pela faculdade Insted.     Desenvolve ações nas áreas de Produção Cultural, Elaboração e Parecer de Projetos, Comunicação, Cerimonial, Relações Púbicas, palestras e Criação de Mídias Sociais.     Foi diretora teatral, compositora, poetisa e violonista desde os sete anos de idade. É Blogueira desde 2009.     Sua trajetória profissional é exercida, principalmente, na Prefeitura de Campo Grande, onde ingressou por concurso público para os cargos de 'Profissional de Cultura', em 1991 e 'professora de Artes' da Secretaria Municipal de Educação, em 2008.     Como gestora pública da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, já chefiou as divisões de Literatura, Comunicação, Fomento, Cerimonial e agora, Etnias tendo escrito e realizado inúmeros projetos culturais para a cidade de Campo Grande.     Pelo conjunto de seu trabalho, já recebeu as seguintes homenagens: “Medalha Cultura da Paz” – outorgada pela Câmara Municipal de Campo Grande em 2019; Moções de Congratulações pela publicação de seu primeiro livro "Escartelate" e pela autoria do projeto "Encontro de Etnias", outorgadas pelo ilustre amigo e parlamentar Otávio Trad; Moção de Congratulação pela sua trajetória profissional pelo amigo e vereador Professor Riverton e Projeto "Mulheres Inspiradoras da Cidade Morena", da Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa, em 2020.     Publicou seu primeiro livro de poesias "Escartelate", em 2021. Ocupa a cadeira de número 28 na Academia de Letras do Brasil-CG e cadeira de número 23 na Academia Luso-Brasileira de Artes e Poesias. Filiada à União Brasileira de Escritores - MS. Currículo completo no SMIIC - Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais, Agente Cultural nº1966.

file:///C:/Users/carme/OneDrive/Desktop/CARMEN/CURR%C3%8DCULO%20ATUALIZADO%20CARMEN%20EUGENIO.pdf






 

 

 

4 de julho de 2021

Dialetos de Inverno

 

O inverno rompe de jeito intenso,

carinho cortês, notável e devasso,

dialeto secreto que excede limites,

calor velado e pulsante, sela o abraço.

 

Narrativas cerradas debruçam precisas,

Tingem minha face de rubro escarlate,

Transigem arroubos, enunciam a estética,

Despem olhares e idílio, como arremate.

 

Versos quentes despontam apressados,

Agasalham, sobejos, o frio da solidão.

Delírios absolutos, movem-se em fascínio,

Prescindem, categóricos, os que aqui estão.


20 de junho de 2021

A Moça Com Brinco de Pérola


 

A Moça Com Brinco de Pérola,

De olhar e mistério profundo,

Uma das obras Barrocas,

mais famosas do mundo.

 

Lápis lazúli em seu lenço,

Forma, sombra e luz,

Revelam seu drama cotidiano,

Contornos que a pintura traduz.

 

A obra encontra-se na Holanda

e Vermeer, assina a criação.

E assim, a arte permeia a história,

e os rumos estéticos de sua feição.



 


15 de junho de 2021

A Heroína Cansada

 

Quase não consigo começar esse poema.

Já estava cansada.

Cansada de ser positiva

Super profissional

Super mulher

Super mãe

Super irmã

Super sei lá o quê.

 

Me deixem com meus defeitos,

Minhas hesitações

Minhas inquietações

Meus próprios infinitos.

 

E ouvir recomendações para preenchimentos,

Ácidos, botox e harmonizações faciais,

Que às vezes acho até deformações.

Isso me cansa.

 

Ser tão sensata,

Tão correta,

Tão inteira,

Às vezes, cansa.

 

Não sei direito se estou bem,

Mas me sinto plena.

Tento.

Just for Today

 


13 de junho de 2021

Licença Poética

E por achar-me assim,

meio louca

meio santa,

É que sigo acreditando,

que te amarei até o fim.

Sem medos, nem arrependimentos,

Sem as respostas que não teve de mim.

Sem o tempo que escorreu pelos anos,

vagando entre o profano,

dos prováveis desenganos.

 

Detalhes sem proveito,

Que não apartam nossa retina.

Lembrei-me daquela rotina,

ouvindo Espanhola no rádio.

Guarabira entenderia

o quanto eu te amaria

mesmo sem os instantes,

que te fizeram raro.

 

Peço à licença poética,

seja cúmplice de tal relato

por ostentar a intensidade,

bendizendo o amor de fato.

 

Às avessas de zelo profundo

e distante de tal arrebatamento,

percorro intuição manifesta,

abrigada em brioso lamento.



9 de junho de 2021

LABIRINTO




Percorro um labirinto

Onde as palavras se escondem.
Nem sei como entrei.
Não me preocupo em sair.


Aprecio o inexato,
Abstrato
e o extrato da emoção.
Ainda que não me sobrem respostas
Ou pronomes oportunos
Eu, nós...

Estamos sós,
Caminhando por vogais.


Acredito e coexisto
nos acordes de
ilusões e desejos.


Passaria tudo a limpo,
mas não perderia a intenção dos rascunhos.




7 de junho de 2021

O Momento Ideal

 

O momento ideal

É o que se vive agora.

Sem expectativas extremas,

Sem certezas, sem demora.

 

Pelo melhor momento,

Não paralise seus dias,

Corra riscos calculados,

por fecundas alegrias.

 

Tenha coragem, vá em frente,

Mesmo rente à epiderme vil,

Lídima é a impermanência,

Na insensatez de rude ardil.



 

 

6 de junho de 2021

Letárgica Impressão

Não se assombre

com o porvir eivado,

tragando as horas

da graça, ao desbarrancado.

 

Não se iluda.

Tudo não passa de

Uma letárgica impressão

Oportunista e melancólica.

 

Somos humanos,

Somos falíveis,

Estamos evoluindo.

Somos incríveis.

 

Seja seu guia, o amor,

a flor que drena a dor,

o sol a resplandecer,

o canto do beija-flor,

o orvalho do alvorecer.





 


Jânio Quadros

 


Recebi do caro amigo escritor  Bernardo Schmidt, essa preciosa obra literária de sua autoria : “Jânio, Vida e Morte do Homem da Renúncia”. 

Um livro valioso, com dados riquíssimos, em uma narrativa construída por um intelectual incansável pela pesquisa e pelos detalhes. Estou encantada pela leitura, principalmente, porque fizemos parte da vida pessoal do Dr Jânio. 

Agradeço e congratulo o autor, pelo eminente trabalho.

5 de junho de 2021

Ela, Macabéa

 

De simplicidade comovente,

Macabéa é o retrato

da miséria material,

e da miséria existencial,

implacável e insolente,

que nos arranca

de forma potente,

o insigne verniz social.

 

Macabéa,

em suas fragilidades,

escancarou os preconceitos,

e os signos da marginalidade,

pois carregava sobre si,

o desprezo da sociedade.

 

Na Rádio Relógio,

essa mulher invisível,

inspira sua mente

limitada e rizível.

Uma mulher,

Sem muitos cuidados,

ou qualquer vaidade

mas que trazia no rosto,

alguma suavidade.

 

A datilógrafa com seus sonhos

e tragédias de verdade,

incomodava por lembrar ao mundo,

suas próprias iniquidades.


Alimentava seu corpo

apenas com coca-cola,

e cachorro quente.

Viu definhar sua saúde,

acabou ficando doente.

 

E por andar assim,

desatenta e displicente

terminou por encontrar a morte,

que a fez estrela, tardia,

em dor pungente.